Um mergulho pela história de Tiago Abravanel

Nascido na cidade de São Paulo, Tiago Abravanel é um artista de multiplos talentos, envolvido atualmente com trabalhos de ator, radialista, cantor e dublador. Iniciou sua jornada artística ainda criança, enquanto passava sua infância no backstage do antigo Teatro Imprensa, na época dirigido por sua mãe. Durante esse tempo viu grandes produções e espetáculos acontecendo, foi ai que a atuação passou a fazer parte da vida de Tiago.

Em 2004, conheci o Teatro Musical através do Teenbroadway (grupo de Teatro Musical fundado por Maiza Tempesta), e desde então descobri que o ator também pode cantar e dançar além de atuar. Aos 17 anos, subiu ao placo pela primeira vez com o musical “Avoar” do diretor Vladimir Capella, que foram se sucedendo por sucessos como “Aroma do Tempo”,  “A Sessão da Tarde ou Você Não Soube Me Amar”, “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” e “Pinocchio”.

Em 2008 entrou no circuito das grandes produções Broadway com “Miss Saigon”, e trabalhou com um de seus maiores idolos Marcos Tumura, depois fez parte do elenco no aclamado musical “Hairspray”, dirigido por Miguel Falabella.

Seu primeiro trabalho na televisão foi como o personagem Davi na novela “Amor e Revolução” do diretor Tiago Santiago, exibida no SBT. Um tempo depois da novela, Abravanel se mudou para São Paulo para protagonizar o espetáculo “Tim Maia”, baseado no livro de Nelson Motta e dirigido por João Fonseca. Com o grande sucesso que estava fazendo na atuação, Gloria Perez ofereceu ao artista o papel de Demir na novela “Salve Jorge” da Rede Globo.

O seu início na música se realçou depois que começou a realizar shows em eventos, cantando sucesos da música popular brasileira. Sua primeira música gravada foi “Mamãe Passou Açucar em Mim” para a abertura da novela “Louco por Elas” de 2012. No ano seguinte participou de “Joia Rara”, interpretando Odilon Mascarenhas.

No cinema, fez o curta-metragem “Ao Meu Pai Com Carinho”, “As Aventuras de Crô”, “Amor em Sampa”, além de ser o dublador oficial do personagem Ralph da franquia “Detona Ralph”, produzida pela The Walt Disney Pictures.

Como a arte entrou na sua vida?

Desde pequeno eu sou apaixonado pelo teatro musical, pelos musicais da Disney, por dança, música. Eu assistia os desenhos da Disney e era enlouquecido por esse universo mágico do teatro com música. E como eu cresci nos bastidores do Teatro Imprensa isso só ajudou a eu me envolver mais com a arte.

Na época em que era criança, você vivia no antigo Teatro Imprensa, onde pode observar muitos atores consagrados em cena. Quais são suas melhores lembranças daquele tempo?

Nossa, são muitas. Ver a movimentação dos bastidores, os ensaios, a maneira como cada um trabalhava, eu ficava atento a tudo.

Foto: Reprodução

A respeito do grupo Teenbroadway, como é a sua relação com eles atualmente?

O Teen foi meu primeiro contato artístico com o teatro musical. Eles foram minha iniciação, tanto cenicamente quanto vocalmente. Foi onde eu conheci grandes amigos que estão perto até hoje. Graças a eles tudo na minha vida artística floresceu. Minha relação com eles é muito especial até hoje.

O ano de 2008 foi muito especial, pois marcou sua entrada no circuito das grandes produções da Broadway. Como foi reproduzir o sucesso de “Miss Saigon” no Brasil?

Foi um prazer. A produção era maravilhosa, a equipe entao, nem se fala!

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Na mesma produção, substituiu o ator Marcos Tumura, fale um pouco de sua experiência em compartilhar o personagem com ele.

Foi uma honra. Marcos é um ídolo pra mim. Eu ficava hipnotizado vendo ele atuar, a forma que utiliza a voz, o gestual, como ocupava o palco. Tumura sempre foi uma inspiração pra mim. Foi um grande desafio substituir, aos 20 anos, um profissional como ele com 20 anos de carreira.

Como foi trabalhar com Miguel Falabella em “Hairspray”?

Foi outra grande experiência na minha vida. Atuar ao lado de Edson Celulari e Simone Gutierrez.

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Em 2011, aparecia pela primeira vez na televisão com a novela “Amor e Revolução” do diretor Tiago Santiago. Como foi essa transição de um meio para o outro na atuação?

Quando recebi o convite para a novela, fiquei muito feliz e sabia da responsabilidade que seria porque eu não me sentia preparado para fazer uma novela na época. É tudo muito diferente do teatro, de ter o público na sua frente, não ter câmeras, as marcações são diferentes. Mas aos poucos fui me adaptando, a equipe era ótima e foi uma experiência incrível.

No espetáculo “Tim Maia – Vale Tudo”, você teve a oportunidade de dar vida a esse grande ícone da música brasileira. Como foi sua preparação para poder traze-lo de volta nos palcos?

Fiz o cantor no musical, no teatro. Foram 6 semas de ensaio pra montar o espetáculo que tinha 3h15. Foi uma experiência que eu vou levar pro resto da vida.

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Quando foi que a música entrou na sua história?

A música veio na minha vida através do musical do Tim Maia. Ele foi o divisor de águas, sem dúvida. Ele me aproximou da música e foi um grande presente. Por causa desse envolvimento musical que eu precisei ter para fazer o espetáculo, eu tive a oportunidade de viver momentos muito especiais com Roberto Carlos, Sandra de Sá, o maestro João Carlos Martins, Ivete Sangalo, enfim…muitos cantores que eu admiro. Hoje posso dizer que eu meu vejo como cantor e quero estar cada vez mais próximo do público através da música.

Como foi ser convidado pela Glória Perez para interpretar Demir em “Salve Jorge”?

Ela foi assistir o musical e só com isso eu já fiquei muito feliz. Seis meses depois eu recebi uma ligação dela. Ela disse que tinha um personagem pra mim e perguntou se eu aceitava fazer parte da próxima novela. Na hora eu achei que era brincadeira, fiquei muito honrado.

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No ano de 2013, participou do concurso da “Dança dos Famosos” na Rede Globo. Já tinha experiência com dança antes disso?

O “Dança dos Famosos” foi a realização de um sonho. Eu nunca tinha tido experiência com dança, mas eu sonhava em ser bailarino desde criança. Uma vez, minha mãe me levou a uma loja de artigos de dança para comprar umas coisas para a minha irmã e eu me apaixonei. Fiquei parado em frente a uma TV assistindo um vídeo de balé, hipnotizado.

Fale-nos um pouco sobre como foi fazer parte da dublagem de “Detona Ralph”?

O “Detona Ralph” foi minha primeira experiência com dublagem. A maior dificuldade é trazer a verdade do personagem através da voz. Tem toda a questão emotiva e emocional dos personagens na animação, tem a dificuldade de sincar o olhar, os movimentos labiais do personagem com a voz. É difícil, mas muito divertido.

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O que te inspirou a produzir o single “Eclético”?

O “Eclético” foi o primeiro mergulho na carreira musical. Foi a hora de encarar profissionalmente o mercado da música. A ideia do clipe foi buscar diferentes ritmos, personagens, intenções e personalidades. O processo de concepção do clipe foi uma loucura, durou dois dias inteiros, mas eu me diverti muito.

De onde veio a ideia de fazer o “Baile do Abrava”?

O Baile do Abrava veio a partir do momento que eu comecei a fazer shows em eventos corporativos, casamentos e festas de aniversário. E partiu do momento em que eu senti falta de estar próximo ao público. Foi a criação de uma festa onde eu pudesse estar perto do público que eu amo e poder testar diferentes estilos musicais.

Como foi o espetáculo “Meu Amigo Charlie Brown”?

Eu já tinha uma certa intimidade com o espetáculo porque havia feito a audição na primeira montagem, mas não pro papel do Snoopy. O processo de ensaio foi muito rápido e o grande desafio foi o fato dele ser um cachorro e não conversar com os outros personagens. Ele se expressava por grunhidos, nas expressões.

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Em “Mogli – O Menino Lobo” lançado pela Disney em 2016, participou do elenco brasileiro ao lado de grandes nomes como Alinne Moraes, Thiago Lacerda e Marcos Palmeira. Como foi participar da dublagem dessa nova versão?

Eu amo o universo Disney, como todos sabem e amei fazer a dublagem! Ainda mais com essa turma toda.

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Muito obrigado a todos os meus fãs! Amo vocês!

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