Novo filme de Tata Amaral, “Sequestro Relâmpago” traz a atriz Marina Ruy Barbosa como a vítima de dois sequestradores inexperientes – interpretados por Daniel Rocha e Sidney Santiago Kuanza. Juntos, os três rodam pelas ruas de São Paulo e são obrigados a conviver durante uma noite inteira dentro de um automóvel. Com distribuição da Pagu Pictures, o filme estreia nesta quinta-feira, 22 de novembro, nos cinemas.

Baseado em uma história real, o roteiro leva a assinatura da própria Tata, ao lado de Marton Olympio e Henrique Pinto. “Minha maior motivação foi, por meio desta história verídica, falar do medo que toda mulher brasileira sente de sofrer violência sexual, violência de gênero. O Brasil é o 5º no mundo em violência contra a mulher”, explica a diretora. “Isabel se vê ameaçada e precisa negociar sua vida durante toda uma noite. Por outro lado, ela percebe que poderia ser amiga ou colega de escola de Matheus e Japonês não fosse o abismo social, econômico e cultural que os separa. Isabel compreende a natureza desse abismo. É feminista, de classe média empobrecida, que acredita poder se aproximar de seus sequestradores e convencê-los a não usar de violência para com ela e sua família. Isabel acredita no diálogo.”

A noite de São Paulo e toda sua diversidade faz parte do filme e a cidade é filmada de uma forma muito especial pela equipe do fotógrafo Carlos Zalasik. Tata Amaral propôs a ele aproveitar a movimentação do automóvel para capturar as ruas de forma espontânea durante a noite. A solução foi usar duas câmeras pequenas, instaladas dentro e fora do carro, incorporando as luzes e os reflexos da cidade.

Além dos três protagonistas, o filme conta com as participações especiais de Projota e Linn da Quebrada, entre outros.

Isabel sai de um bar em um bairro boêmio. Quando se aproxima de seu carro, é abordada por Matheus, 34, e Japonês, 21, que a forçam a entrar. Matheus e Japonês não são amigos. Estão juntos apenas para fazer uma série de sequestros naquela noite. Isabel é a primeira vítima. Eles estão nervosos e Isabel também. O primeiro caixa eletrônico para onde se dirigem está quebrado. São quase 22h. Os dois rapazes percebem que não conseguirão chegar ao próximo caixa e decidem manter Isabel como refém até que os caixas voltem a funcionar pela manhã. Os três passam a noite dirigindo de um lado para o outro de São Paulo, a maior parte do tempo em avenidas e bairros às margens da cidade para ganhar tempo e decidir o que fazer com Isabel. Refém em seu próprio carro, Isabel terá que negociar sua vida com Matheus e Japonês durante toda a noite.

Fonte: Ag. Febre

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