Ricardo Martins fala sobre os bastidores de “Verão 90” e mostra expectativas

Natural de Porto Alegre, o ator Ricardo Martins está confirmado como Horácio na nova novela das 19h da Rede Globo, “Verão 90º”. Ele interpretará o gerente do Quin’s Palace Hotel, sabendo de tudo que acontece no local e será peça fundamental nas reviravoltas da trama.

Este ano, Ricardo também estará na 3º temporada da série “Sob Pressão” da emissora. Ao longo de sua carreira, ele esteve no elenco de diversos folhetins da Globo, como “Tempo de Amar” (2018), “Êta Mundo Bom!” (2016), “Da Cor do Pecado” (2004), “Chocolate com Pimenta” (2003), “Pecado Capital” (1988), “Malhação” (1998) e “Você Decide” (1998).

Já na Record, também foi convidado para “O Rico e o Lázaro” (2017) e na Rede Bandeirantes, foi protagonista de “Dance Dance Dance” (2007).

Como foi o seu começo no meio artístico?

Eu comecei aos 15 anos, no Rio Grande do Sul. Uma tia falou para minha mãe que tinha um curso de modelo, que eu deveria participar. Logo no começo eu não dei muita bola, mas depois eu acabei me interessando e fui. Fiz o curso sem pretensão nenhuma, e quando chegou na metade me chamaram para fazer alguns testes de publicidade e passei logo no primeiro. Achei bacana, e assim comecei a trabalhar como modelo no Rio Grande do Sul. Depois eu decidi entrar em curso de teatro com Zé Adão Barbosa, que é um cara maravilhoso de Porto Alegre e é super reconhecido. Foi dessa forma meu primeiro contato com a arte.

Quais são suas expectativas para “Verão 90º”, e como está sendo a sua preparação para fazer o Horácio?

São as melhores possíveis! Espero que o público se divirta muito com a novela, que tem uma pegada bem solar, é muito musical. Vamos relembrar músicas que tocaram durante a década de 1990, e que ainda tocam até hoje; reviver algumas coisas, como o início da internet, que parece que foi há muito tempo, mas foi há pouco (risos). Foi uma década muito marcante, com muitas inovações e mudanças. Estou super ansioso e empolgado! Espero que as pessoas curtam bastante.

Em relação à preparação para o Horácio, foi super tranquila. Procurei assistir alguns filmes e pegar algumas referências. Mas conforme a gente vai gravando, vamos descobrindo um pouco mais sobre o personagem, os jeitos e as formas… Toda vez que eu interpreto um personagem, acabo aprendendo um pouco com ele também.

Ainda esse ano, você estará na 3ª e última temporada da série “Sob Pressão”, também da Globo. Como está sendo encarar esse final da série, e o que os fãs poderão esperar desse final?

A terceira temporada de Sob Pressão está maravilhosa, muito bacana. Foi um trabalho que eu adorei fazer. Tenho um carinho enorme por esse trabalho, tenho um carinho enorme pelo Douglas, que é o personagem que eu faço e vocês vão poder conhecer em breve. Vai ser uma temporada bem quente. E vocês podem esperar que será um sucesso, assim como está sendo!

Natural de Porto Alegre e vindo morar no Rio para consolidar sua carreira, como foi essa transição? Teve dificuldade na adaptação?

Sai de Porto Alegre quando tinha 18 anos, em 1997, com a intenção de passar uma semana no Rio de Janeiro. Fui com uma mochilinha, e acabei ficando. Nessa época, morei em uma república com outros gaúchos, que vieram juntos. Eles chegaram 20 dias antes, eu cheguei 20 dias depois. Nós desembarcamos aqui para fazer o elenco de apoio de Malhação, já que tínhamos participado de um curso em Porto Alegre. Acabamos ficando. Eu me formei em teatro pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), e fui realizando testes e trabalhando, estudando muito e tentando conquistar meu espaço, meu lugar.

Tudo que eu conquistei até hoje foi com muita dedicação e esforço. Não passei por muita dificuldade de adaptação no Rio de Janeiro, cidade que me abraçou e eu me apaixonei logo que cheguei. Eu me identifiquei muito com o estilo de vida e não foi atoa que eu não voltei mais para a minha terra natal, apesar de amar muito Porto Alegre. Mas eu senti que o meu lugar é aqui. Claro, passei muita dificuldade, perrengue, mas minha família sempre esteve ao meu lado. Minha mãe e meu pai me ajudavam até onde eles conseguiam… Passei por muita coisa aqui, mas isso só me fortaleceu e me ensinou, o que foi muito bom.

Um dos sucessos que também marcou seu trabalho recentemente foi “Êta Mundo Bom”. O fato da produção se tratar de uma reconstrução histórica, apresenta maiores dificuldades para viver seu personagem?

Foi maravilhoso estar em Êta Mundo Bom! Eu adorei ser convidado para fazer a novela. Foi com o diretor Jorge Fernando também, que eu já venho trabalhando desde Chocolate com Pimenta. Na trama, fiz um fisioterapeuta. Foi muito legal!

Fazer novela de época é muito bacana, pois você acaba aprendendo, você tem que estudar sobre aquele período, mergulhar naquele universo. Todos os personagens que eu faço, mais especificamente esses, quando a novela é adaptada e tem uma época, a gente acaba aprendendo. Eu aprendo muito com os meus personagens, eu acabo mudando muito com eles.

Antes de “Verão 90º”, você já havia trabalhado com o diretor Jorge Fernando em “Êta Mundo Bom”. Como está sendo a experiência de voltarem a trabalhar juntos?

Meu primeiro trabalho com o Jorge Fernando foi em Chocolate com Pimenta. Logo que saí da oficina de atores da TV Globo, fiz um teste e fui chamado por ele e pelo Walcir Carrasco para fazer parte do elenco de Chocolate com Pimenta. Interpretei o Kinkas, meu primeiro personagem. Eu era o irmão do Rodrigo Faro na novela. Foi o meu primeiro trabalho com o Jorginho e, desde então, sempre que surge a oportunidade, nós estamos trabalhando juntos. E não foi diferente em Êta Mundo Bom e agora em Verão 90.

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