O inquieto cantor e compositor Pedro Luís quis homenagear Luiz Melodia, uma de suas maiores referências musicais. Primeiro montou um show apresentando novas versões para as músicas do clássico “Pérola Negra”, álbum de 1973 que revela o grande compositor e intérprete que já tinha sido gravado por Gal Costa e Maria Bethânia. Pedro ficou tão feliz com o resultado da homenagem que pensou em gravar um álbum. Encontrou o produtor Rafael Ramos, que se animou com o projeto e, logo em seguida, os dois começaram a trabalhar no estúdio. O álbum, lançado pela gravadora Deck e batizado de “Vale Quanto Pesa – Pérolas de Luiz Melodia”, está disponível em todos os aplicativos de música e, em janeiro, sai em CD e em compacto duplo. O show de lançamento em São Paulo acontece no Sesc Bom Retiro, nos dias 5 de janeiro, sábado, às 21h, e em 6 de janeiro, domingo, às 18h.

A ideia de Pedro Luís era de fato revisitar as obras, “fazer reverência e referência aos detalhes dos arranjos originais tão marcantes, mas sem que isso soasse como cover. Para isso convoquei uma banda com formação eficiente, criativa, mas diferente das que foram usadas nas versões originais”, conta. Assim, ele chamou o baterista Élcio Cáfaro, que tocou com o próprio Melodia por muitos anos, o tecladista Pedro Fonseca e Miguel Dias para o contrabaixo. A mesma banda que gravou o disco participa do show de lançamento.

Gravado em dez dias no Estúdio Tambor, da Deck, “Vale Quanto Pesa – Pérolas de Luiz Melodia” traz oito das dez músicas do original “Pérola Negra”, além de “Fadas”, “Congênito”, “Cara a Cara” e outras canções do homenageado. Os arranjos de cordas foram feitos por Felipe Ventura e os de sopros, por Marlon Sette.

O resultado é um delicioso passeio de Pedro Luís pelo universo de Melodia, mostrando novos olhares sobre as mesmas canções, acrescentando diferentes cores às pérolas do homenageado. Ele faz uma singela e vigorosa interpretação de “Juventude Transviada” e uma colagem épica dos clássicos “Estácio Eu e Você”, “Pérola Negra” e “Magrelinha”. Flerta com o xote em “Cara a Cara”, com o reggae em “Vale Quanto Pesa” e a alma rocksteady do novo arranjo de “Congênito”. Milton Guedes dá um toque especial com sua gaita a “Objeto H”. Ainda na lista de grandes instrumentistas convidados está o guitarrista pernambucano Paulo Rafael, que empresta o vigor de sua guitarra à versão setentista de “Pra Aquietar”, que Pedro e banda trazem pro álbum.

A capa do disco e o show tem concepção e direção artística de Bianca Ramoneda, cenografia de Sérgio Marimba, iluminação de Mari Pitta e fotografia de Nana Moraes e se propõe a revelar a realidade, sem que o sonhador deixe de sonhar. Pedro foi fotografado na frente de um cenário lúdico e bem colorido. “A ideia é mostrar que, apesar de toda a realidade exposta, Pedro não deixa de ser um sonhador em busca das pérolas do Melodia”, explica Ramoneda. E é exatamente isso o que Pedro faz nesse álbum, vestindo essas obras com novas roupagens.

Fonte: Batucada Comunicação

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