Nascida em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Michelle Batista até tentou seguir por outro caminho, mas sua paixão pela atuação falou mais alto. A atriz chegou a se formar em jornalismo pela UFRJ, mas nunca exerceu a profissão.

Michelle ficou conhecida pelo grande público graças ao seu papel na novela “Malhação”, em 2007, quando deu vida à Clarisse. Depois, participou dos seriados “Os Buchas”, exibido em 2009 pelo Multishow, “Clandestinos – O Sonho Começou” em 2010, “Aline” em 2011, e “Louco por Elas” em 2012, e “Saramandaia” em 2013 – todos exibidos pela Globo.

Habituada a participar de seriados, agora Michelle vive um ótimo momento como a personagem Magali, uma das três protagonistas da produção brasileira “O Negócio”, da HBO. Já em sua terceira temporada, a série mostra o mundo dos negócios e do mercado de prostituição de luxo. Sua estreia será dia 24 de abril, às 21 horas no canal pago. Além da grande aceitação nacional, a série tem dado um reconhecimento internacional para a atriz graças ao seu sucesso em toda a América Latina e, mais recentemente, nos Estados Unidos.

Quando foi que aconteceu seu primeiro contato com a atuação?

Eu comecei a estudar teatro aos 14 anos num curso livre no Sesc de São Gonçalo, e até ali eu tinha tido pouco contato com a atuação. Tinha ido ao teatro umas duas vezes na vida só.

Antes de se formar em jornalismo na UFRJ, porém não exerceu a profissão. Acredita que essa formação acrescenta no exercício de sua profissão?

Eu acabei me formando nas duas faculdades sim, e acho que essa foi uma escolha muito importante para mim. Eu concluí artes cênicas primeiro, porque era meu objetivo principal, e depois terminei a faculdade de jornalismo. Por incrível que pareça, as minhas memórias mais marcantes de coisas que li, que aprendi e ouvi, foram da faculdade de comunicação. Eu amei estudar teatro de verdade, mas como no jornalismo eu já estava um pouco mais velha, acho que aproveitei mais. Sendo jornalista ou não, foi um crescimento pessoal e um aprendizado para minha vida, amei.

Seu primeiro papel na televisão foi na 14ª temporada de “Malhação” onde deu vida a Clarissa Viana. Qual significado essa personagem tem hoje na sua vida?

É muito legal falar dessa personagem agora porque nesse momento estamos na reprise do Canal Viva. E como é legal olhar para isso com carinho! Foi uma oportunidade muito bacana, aprendi muito e tenho muito orgulho desse trabalho.

Qual foi o personagem que mais te trouxe dificuldade?

A Magali, de O Negócio, porque até então sempre me chamavam para personagens mais doces e mais tímidas. Foi uma grande oportunidade poder contar uma história que apresentava as mulheres e a prostituição de forma empoderada e libertária. Acredito que a série tenha proporcionado reflexões ao público, pois nem todos conhecem o universo das profissionais de luxo. Claro que algumas cenas são mais delicadas, porém tivemos uma equipe muito atenta e cuidadosa, então em nenhum momento, embora tenha sido desafiador, me senti desconfortável.

Uma das séries que a manteve por mais tempo nas telinhas foi “O Negócio”, que se iniciou em 2013 e ficou até junho desse ano. Fale um pouco sobre como foi a experiência de viver a Magali, e como foi o processo de construção desse personagem.

Foi uma oportunidade incrível. A série de maior sucesso da HBO Brasil até o momento, sucesso em mais de 50 países. Uma grande responsabilidade. A Magali foi uma personagem maravilhosa para mim, divertida, imprevisível, e cheia de atitude, me rendeu as situações mais inusitadas e interessantes que já vivi na TV.

Ainda sobre “O Negócio”, a 3ª temporada da série falou bastante sobre o mercado da prostituição de luxo. Quais foram os cuidados que tiveram ao tocar em um tema tão polêmico?

Acho que o maior cuidado é separar as mulheres que escolheram se prostituir das mulheres que por uma adversidade qualquer foram obrigadas a fazer isso. São situações muito distintas. As mulheres de O Negócio escolheram essa profissão porque assim quiseram, e nesse sentido a gente sempre defendeu a autonomia de cada pessoa, elas como mulheres podem e devem fazer o que quiserem com as suas vidas.

O fato de sua irmã (Giselle Batista) também ser atriz, é um apoio a sua carreira?

É engraçado porque quase todos os gêmeos que eu conheço tem a mesma profissão, ou profissão parecida. A gente se ajuda muito e troca muita figurinha, é claro.

Seu último papel na televisão foi como Talita em “O Rico e Lázaro” na RecordTV. A trama tratou de um período importante da Bíblia. Isso exigiu uma maior preparação?

Exige mais estudo histórico mesmo, porque uma novela de época, que seja história da Bíblia ou não, a gente sempre tem que ter o cuidado de se adequar a um comportamento que não é o nosso lugar comum. Desde aprender a sovar o pão, a lavar a louça que era uma técnica com a ajuda de areia, até mesmo a maneira de falar com os outros.

Além de seus grandes sucessos na televisão, em 2010 chegava aos cinemas “High School Musical: O Desafio”, adaptação do grande sucesso da Disney. Como foi poder reconstruir o universo original do filme na versão brasileira? Teve muito estudo com o original?

Foi um processo incrível, nunca imaginei fazer um filme da Disney. Foi cansativo, mas muito divertido. Passamos meses juntos estudando, dançando e rindo muito também.

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