Mica Condé fala de inspiração para o single “Deixa Molhar”

Nascida no Rio de Janeiro, Mica teve contato com a música muito cedo. No ensino fundamental, estudou flauta e percussão, descobrindo, na adolescência, sua aptidão musical.

Entrou para o Centro Musical Antonio Adolfo (CMAA), onde cursou piano, guitarra e canto. Mergulhada neste universo, Mica assumiu os vocais da banda de Rock “Divisa”. Também compositora, com o passar dos anos, Mica percebeu que suas músicas não se encaixavam muito no estilo de sua banda, e resolveu seguir carreira solo, mudando seu estilo e migrando para o cenário Pop. O primeiro single, “Deixa Molhar” é uma faixa pop-reggae, onde Mica mostra sua versatilidade como cantora. A escolha da música se deu pela identificação da cantora com a melodia praiana e seu forte apelo comercial.

Como foi que a música passou a fazer parte de sua vida?

A música passou a fazer parte da minha vida no momento em que eu fazia aula de percussão na escola e comecei a tirar vários instrumentos de ouvido e nesse momento eu comecei a desenvolver muito rápido, e pedi pra ser matriculada numa escola de música, para que eu pudesse aprender novos instrumentos. O primeiro instrumento que eu comecei a tocar foi teclado, e depois daí, a música nunca mais saiu da minha vida.

Formada em diversos cursos como piano, guitarra e canto, qual a importância da educação na carreira de um cantor?

Acredito que o estudo não só do canto te dá uma preparação vocal e te dá uma ajuda muito mais prolongada do que um cantor que não cuida, pois a voz precisa de cuidados muito específicos e muito criteriosos, pois se não, ao longo do tempo é natural que a gente vá perdendo nossa extensão vocal. E acredito que o canto, que deixa o cantor mais preparado/condicionado a estar em cima do palco pra fazer os shows, pois no show não é só subir no palco e cantar afinado, requer toda uma preparação física de respiração/condicionamento, isso somado a um instrumento dá ao artista muito mais noção musical para que ele consiga se sair das situações que forem inesperadas né? Quando você está no palco, numa entrevista, numa composição… O instrumento soma demais.

Conte-nos um pouco de sua experiência como vocalista da “Divisa”?

A minha experiência na banda de rock foi muito sensacional, pois eu tive uma base muito boa do que era ser uma artista de verdade e foi onde eu dei meus primeiros passos, e que foi ao lado de amigos muito queridos. Estar na Divisa foi muito importante pra mim, pois eu me vi cantar em palcos enormes que me trariam uma bagagem boa para que eu desse o pontapé pra minha carreira solo, para que eu me sentisse segura e estável. Quando estava na Divisa, toquei nos mesmos palcos que grandes bandas nacionais que eu sou fã, como: Fresno, Strike, Forfun, e isso me deixava muito mais segura e certa do que eu queria pra mim.

Após perceber que suas músicas não seguiam o estilo de sua banda, decidiu por seguir a carreira solo. O que mudou depois disso e como foram os primeiros momentos fora da “Divisa”?

Acredito que sempre quando a gente deixa algo que fez parte do nosso inicio de historia é muito doloroso, eu tinha 4 amigos do meu lado pra fazer o trabalho acontecer, pra compor, pra me sentir mais segura no palco, tomar decisões… E de repente eu vi que não tinha mais ninguém. Na carreira solo a gente se vê muito sozinho, e acaba que não tem o apoio de outras pessoas. Temos que resolver e direcionar tudo sozinha. Eu tive que ter muita força pra seguir e poder me encontrar num mar de possibilidades, que eu soube depois de um tempo que eu me identificava. O pop é muito grande! É uma troca enorme de estilos, que acaba que precisamos nesse momento inicial da minha carreira somar. Eu fico muito feliz em saber que os meus amigos da banda, a minha família, os meus amigos e os fãs da Divisa, ainda estão comigo até hoje e me dando força para que o meu trabalho aconteça mais.

Em relações as suas composições, como funciona o seu processo criativo?

Elas sempre foram algo muito natural, sempre surgiram de momentos que eu estava passando e me vinha a vontade de expor aquela situação em forma de música. Sempre com meu fiel escudeiro, o violão, pois eu consigo extravasar e colocar os sentimentos e depois ir organizando aquilo e ir encadeando aquela história pra transmitir o melhor pro publico. A maioria das minhas composições são assim, momentos que vivi em relacionamentos, na vida profissional, na vida familiar, várias coisas… Fora os momentos em que eu me reúno com meus amigos e a gente segue uma linha com um tema e vai colocando as ideias e organizando no papel. Compor é muito bom! Eu amo!

Fale um pouco sobre o seu primeiro single “Deixa Molhar”, e como foi a sua produção.

Deixa Molhar foi sem sombra de dúvidas a abertura de um novo mundo pra mim. Música com clipe, grande produção, coreografia, figurino… Tudo muito diferente do que eu estava acostumada. Foi nesse momento que eu vi/percebi o quanto eu poderia me doar mais pra música. Aí foi quando eu virei a chave, tanto de produção, quanto de estilo… A direção geral da minha carreira artística né? E foi tudo muito bem estudado para que ficasse a minha cara e combinasse bastante comigo.

Além de suas próprias canções autorais como “Não Mais”, “Volta Pra Mim” e “O Cara”, seu álbum traz ainda uma regravação de “Assim Que se Faz” da cantora Luciana Mello. De onde veio a ideia de fazer essa homenagem em seu álbum?

A homenagem a Luciana Mello na verdade surgiu na necessidade que eu tinha de trazer a referência do trabalho de alguém que eu admirasse demais para o meu trabalho, e eu levo muito comigo as músicas antigas que tocaram e foram sucesso no Brasil, sempre consumi muito e bebi muito dessa fonte. E a Luciana fez uma música pop que foi um estrondo naquela voz belíssima e por isso que eu quis trazer pro meu álbum a música “Assim Que Se Faz”. Sou uma grande fã da Luciana Mello e da MPB.

Você chegou a ficar em primeiro lugar nas rádios de Minas Gerais com seu single “Beijando todo mundo” – parceria com a cantora Perlla – e o videoclipe que ultrapassou a marca de 2 milhões de visualizações simplesmente sumiu do seu canal. Como está sendo isso pra você e quais as providências que estão sendo tomadas?

Além de ficar em primeiro lugar em Minas, 2 milhões de views, shows, “Beijando Todo Mundo” me levou a grandes programas de abrangência nacional e me projetou para que diversas pessoas pudessem conhecer um pouco mais do meu trabalho. Eu acho uma grande falta de compaixão e respeito com o meu trabalho, o fato de excluírem o meu vídeo. Na parte da manhã eu estava vendo o vídeo e quando foi na parte da tarde daquele dia, ele tinha sumido do meu canal, daí meus fãs começaram a questionar, os fãs da outra cantora também… É um vídeo lindo! Só quem tinha minha senha era meu editor, que sobe todos os meus vídeos e uma antiga assessora a qual não faz mais parte da minha equipe. As medidas estão sendo tomadas da melhor forma possível, mesmo não tendo o suporte do youtube. Tudo irá se resolver, se Deus quiser. Fiquei muito abalada, mas vida que segue.

Depois de passear pelo Rock e se encontrar no Pop, você trouxe agora pro seu novo trabalho um pouco dos ritmos africanos. Conta um pouco pra gente como foi a preparação de “Vem Preparada”.

“Vem Preparada” sem sombra de dúvidas foi um presente pra mim, bem diferente de tudo que eu já fiz. Essa música foi produzida pelo produtor musical Joshua Jordin, lá da África do Sul e pelo carioca Leandro Dias, e tem um ritmo envolvente que me deixou muito a vontade para abusar da sensualidade, da mistura de cores e da diversão na composição do roteiro do clipe. Eu fiquei muito feliz com o resultado e estou muito feliz com os frutos que já estou colhendo! Ah, teve até a participação do divertidíssimo ex bbb Mahmoud Baydon, que emprestou sua energia incrível pro clipe com direito a um mega beijo que deu o que falar!

Você tem algum projeto para os próximos meses que possa contar pro público?

Sim! (risos) Irei lançar no mês de Março o Mica Sessions Intimistas, é um projeto para o IGTV e YouTube onde eu vou estar cantando e conversando com grandes amigas mulheres da música sobre feminismo, coisas que marcaram a carreira, várias coisas… Teremos participação das cantoras Lary, Duda, Bárbara Dias, Priscilla e Daya Luz. Estou ansiosa pra lançar, pois está ficando lindíssimo! E em breve teremos mais um clipe novo com uma música super linda que vocês vão adorar.

Deixe uma mensagem.

Eu quero que quem esteja lendo a entrevista, não desistam nunca dos seus sonhos! A estrada é sempre muito difícil, por mais que a gente se considere num ponto melhor ou pior que outros, tendo privilégios melhores ou piores, a gente muitas vezes não consegue enxergar a realidade das pessoas e não sabe quais as dificuldades que as pessoas passam pra conseguir almejar aquilo que sempre sonharam. Então persistam, não desistam, corram atrás, e vão ser felizes! No final vai dar tudo certo!

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