Mia Wicthoff permanece firme em carreira solo: “desafiador, mas muito interessante”

Conhecida por ter sido voz de muitos sucessos como “Tudo Que Eu Sinto” e “Me Acorde pra Vida”, a cantora curitibana Mia Wicthoff está desde 2016 regendo sua própria carreira de sucesso.

Logo após deixar a CW7, ela lançou sua nova faixa “Surreal”, música em que havia escrito há anos atrás e que estava guardada esse tempo todo no meio de outras composições da cantora. O estilo de Wicthoff segue a linha do pop rock, e depois de tantas aventuras em sua carreira, como a vez em que foi jurada no Programa do Raul Gil, ela está se mostrando bastante confiança nessa nova etapa.

Nessa entrevista ela deixa claro o desejo de não se reunir a novos grupos, ainda mais pela vantagem de tomar as próprias decisões.

Quando a música entrou na sua vida?

Comecei a estudar piano com 7 anos e logo após, entrei na aula de canto. Desde então, não parei com a música. Aí comecei a escrever minhas próprias músicas. Não vi nenhuma outra possibilidade de carreira na minha vida que não fosse na área artística. Me apaixonei completamente.

Como foi ser jurado no Programa Raul Gil?

Foi uma experiência extremamente desafiadora. Fui jurada em 2012 e no ano passado, em 2017. Foi bem enriquecedor, porque me deu a possibilidade de aprender muito estando do outro lado e também um trabalho de muita responsabilidade. Meu voto definia o destino do candidato na competição, então eu estava lidando com o sonho das pessoas, não era fácil. Não ponderava só a técnica, era uma junção de fatores. Mas além de tudo isso, foi bem divertido, deu pra dar muitas risadas com meus amigos que estavam no júri e com o Seu Raul.

Foto: Divulgação

 Sobre sua mudança de Curitiba para São Paulo, como foi a adaptação na nova cidade?

No começo, foi bem estranho. Curitiba é uma cidade mais reservada, as pessoas são mais introspectivas. São Paulo tem uma mistura de culturas e pessoas do Brasil todo, tem mais energia e muito mais coisas acontecendo ao mesmo tempo. Demorou um pouco para entrar no ritmo, mas me adaptei bem. Quando volto para Curitiba, tenho a sensação de estar acelerada demais perto do ritmo das pessoas, mas é gostoso ir pra lá para relaxar, mas sem chance de trocar São Paulo. Tô mais do que em casa aqui!

 De onde veio a inspiração para produzir “Surreal”?

A faixa “Surreal” especificamente falando, eu escrevi anos atrás e achei ela no meio de outras composições que estavam guardadas. As outras foram todas experiências próprias nessa fase morando sozinha, descobrindo relacionamentos, ouvindo histórias… Eu gosto muito de passar fatos reais nas minhas músicas e foi isso que eu fiz no EP SURREAL.

Como é seguir carreira solo depois de anos cantando em um conjunto? Foi difícil se acostumar à nova vida?

Mais uma vez, foi um desafio. Acho que o meu maior choque foi quando fui ouvir meu trabalho solo e eu estava sozinha ouvindo a master no estúdio. Sempre estávamos em 4 ouvindo juntos em pé na frente das caixas de som e no final, olhávamos um pra cara do outro e com a expressão a gente sabia se tava aprovado ou não. Quando fui ouvir meu EP, tava só eu e eu que tinha que aprovar sozinha. Foi bem desafiador, mas foi muito interessante. Foi como “me tornar adulta”. Acredito que amadureci uns 10 anos em 3 minutos naquele momento. Agora eu curto cada segundo da minha carreira solo e adoro ter as decisões na minha mão. Me sinto extremamente confiante no meu trabalho.

Foto: Divulgação

O fato de estar sozinha no comando das decisões do trabalho, a responsabilidade chega a pesar muito?

Sim, sem dúvidas. Se for sucesso, o mérito é todo seu, mas se for fracasso, a culpa é toda sua. 8 ou 80. Mas prefiro que seja assim.

Como se sentia pelo fato de ter sido a única mulher no grupo? Fazia diferença?

Nunca fez diferença pra mim. Sempre me senti moleca e sempre me dei melhor com homens. Eles me viam como um garoto junto. A gente falava de tudo, brincava de tudo e fazia piada de tudo. Nunca teve distinção por eu ser mulher.

Como foi trabalhar com Bruno Didio?

O Didio trabalhou desde o CW7 comigo e agora continuamos trabalhando juntos, de uma forma informal, mas estamos sempre em contato. É um profissional de excelente qualidade e um amigo ótimo. Uma pessoa que eu confio e quero sempre ter ao meu lado. Em breve vamos gravar mais faixas juntos.

Foto: Divulgação

Existem planos para tentar integrar um novo grupo musical ou prefere continuar trilhando solo?

Sem chance. Minha carreira permanecerá solo. Não vejo a menor possibilidade de mudar isso.

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Quem tem competência, se estabelece. A maré pode não estar sempre a seu favor, mas se o trabalho é bom e tem verdade, uma hora vai acontecer. É só ter paciência e persistência.

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