Manaia anuncia seu primeiro álbum, “Na Borda”

Ela vai te surpreender, te emocionar, te encantar. MANAIA, cantora, compositora e multi-instrumentista carioca, se mostra nua e crua em seu álbum de estreia, “Na Borda”, com nove composições inéditas. Intensa e ao mesmo tempo delicada, Manaia representa a jovem de hoje, cheia de emoções e expectativas quanto a esta vida bela e louca do século 21. Com um estilo vocal intrigante e voz especialmente sedutora, ela apresenta suas composições emocionais – a maioria com forte pegada pop rock – e personalidade forte, encontrando abrigo no significado de seu nome artístico, Manaia, um anjo-guardião ancestral, que equilibra o céu (espiritualidade), a terra (o ser) e o mar (as emoções).

O álbum independente “Na Borda” chega à Internet em 28 de janeiro, via distribuidora digital Altafonte e direção e produção artística da Uno Criativo. O disco traz uma pequena amostra do universo quase confessional de Manaia, com canções guardadas em seus cadernos e gravadores nos últimos anos. Compositora compulsiva – ela tem mais de 300 músicas -, Manaia brinca que não foi à toa que nasceu no Dia Nacional da Poesia (14/03, dia que mudou para outubro a partir de 2015) e, neste primeiro álbum, ela reúne letras e algumas influências musicais fortes para quem acaba de entrar na casa dos 30 anos, como Pink, Linkin Park, Coldplay, Amy Winehouse, Pitty, Sandy, Maroon 5, Johnny Mercer, Lady Gaga, Adele, Florence & The Machine, Etta James, entre outros. “Sou bastante eclética nos meus gostos musicais”, diz.

Manaia começou a cantar e estudar piano ainda criança, fez faculdade de Design nos EUA com uma bolsa de estudos que conquistou com suas notas e portfólio de arte, e depois e se aprimorou em Técnica Vocal na Berklee College of Music, em Boston. Só para se ter uma ideia de sua qualidade, Manaia ficou entre os quatro finalistas do concurso American Idol Tour, nos EUA, onde desbancou mais de 3500 concorrentes.

Com o lançamento de “Na Borda”, Manaia adianta qual será seu novo single, a pop e dançante “Vitrine”, que ganhará em breve clipe dirigido pela carioca Júlia Drebtchinsky, que vem lhe acompanhando em todos os vídeos deste trabalho, lançados até agora. A música discorre sobre um tema mais comum do que se imagina entre os adolescentes e jovens de hoje: a depressão. Há alguns anos, a cantora foi diagnosticada com a síndrome de Borderline, um transtorno que leva a pessoa a altos e baixos emocionais e forte depressão. E foi através da música que ela enfrentou e superou a doença. “A música é tudo para mim. Aprendi a me reconhecer, a me entender, resolvo qualquer sentimento através dela”, conta.

“Vitrine” foi inicialmente composta na época em que o borderline estava bastante presente em sua vida. “Era um dia lindo, eu estava na praia com meus amigos, mas mesmo assim me sentia triste. Como podia, num dia tão maravilhoso, eu ficar naquela sofrência, querendo ir embora, sumir? Eu não entendia, então comecei a escrever: ‘O que falta?’, comecei a questionar o mundo, as pessoas, o vazio, aquele sentimento”, lembra Manaia. A música ficou guardada e, meses depois, com o parceiro Dan Torres, ela a finalizou com os versos mais “alegres” do refrão: Falta você olhar pro céu, jogar as mil e uma tranças de Rapunzel, e acreditar que não falta mais nada. “No final da canção, eu chamo a pessoa para mostrar quem ela quer ser, sua vitrine”, explica.

O novo disco traz mais oito canções que foram apresentadas num show para convidados no Rio de Janeiro, em setembro passado, e que em breve estará disponível no YouTube. Após abrir o álbum com “Vitrine”, Manaia segue na pista com a dançante “Bem que a Gente”, sobre uma paixão não correspondida. Entre provocações e sinceridades na letra, ela cita frase de outra influência musical: Você virou meu vício, como a dose que esquenta e desce rouca na garganta. Quando a lua de Lenine me chama, pra rua…

O álbum caminha para um ar mais intimista na suave “Laranja”, uma canção de amor e saudade, escrita por Manaia e seu irmão Gabriel, durante uma viagem para Pipa (RN). “Nós dois estávamos sofrendo por amor e começamos a escrever sem muito pretexto e a música foi vindo naturalmente”, lembra ela. Na sequência, a balada rock “Medo”, já lançada como single, exalta o amor em suas diferentes formas de expressão.

O suingue volta ao disco na forte e envolvente “Cobra Cascavel”, em que Manaia se mostra dona de si e preenchida do poder feminino, brincando com sua voz, interpretação e mostrando outra paixão: a astrologia: Eu sou de água, mas tenho fogo; Sou multidão no meio de um estouro; Eu sou da lua, ando na rua; Eu sou do mundo mas eu não sou sua!, diz uma parte do refrão.

As batidas eletrônicas no folk rock “Loch Ness” dão um novo clima ao álbum e brincam com o paradoxo de Manaia ser uma pisciana que melhor se encontra em baixo d’água, mas que pode se tornar um monstro do lago Ness. “Resolvi brincar sobre esse aspecto do monstro que derruba barcos e some com pescadores. Não sou de confronto, prefiro ficar embaixo d’água. Mas se mexer comigo, vai ver de onde venho”, alerta, rindo. O climão noir continua em “Maresia”, na qual Manaia dosa com seu alcance vocal e aposta num som mais alternativo para lembrar de um amor. “Nessa época eu estava escutando muito a Lorde. Fiz para um amor de faculdade, nos EUA. Não queria que a música tivesse um jeito triste, então remeti ao que estava mais perto de mim, resolvi falar do meu mar”, explica.

Logo após, a canção “Baby”, single que apresentou Manaia ao público, vai do suave ao pesado com densas camadas sonoras, guitarras e efeitos envolventes, para falar de liberdade pela lente do feminino. E, para finalizar, ela tece um ar épico para o tema depressão em “Na Borda”, tanto na construção sonora quanto na letra. Manaia ama musicais e, nesta canção, trouxe os ares do fantástico universo de O Mágico de Oz. “Essa música surgiu quando tive o diagnóstico de personalidade borderline e me senti um fracasso de pessoa. Tentei viver a vida como uma pessoa normal por muito tempo, aquela ideia de ser o que as pessoas querem que eu seja, e acabei deixando de ser eu. Depois dessa música, eu encontrei forças e voei”, conta Manaia.

E são nesses voos que agora ela parte, cheia de músicas e desejos, sejam em estiradas, rasantes ou em pleno ar. Manaia vai, aos poucos, apresentando seu universo e se abrindo para o que o mundo e a música podem lhe dar, buscando equilibrar sempre seus quatro elementos, sua força e poesia. Como uma típica Peixes com ascendente em Escorpião. Ouça agora Manaia e aguarde mais músicas por aí.

Fonte: Fogo no Paiol

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