Depois de participar do humorístico “Tô de Graça”, do canal Multishow, ao lado de Rodrigo Sant´anna, o ator Israel Linhares volta aos palcos para viver 7 personagens no monólogo “Eu Sou Eles”, às 19h, no Teatro Miguel Falabella, no Norte Shopping, no Rio, com direção de Wendell Bendelack.

Formado em Artes Cênicas, ele já participou dos programas “A Grande Família”, “Casseta e Planeta”, ambas da TV Globo, e “Escolinha do Gugu”, Record TV. Na televisão, além de ator, apresentou o programa “Rotas e Roteiros”, durante quatro anos.

Teve sua estreia profissional nos palcos com o espetáculo “Os Cegos”, de Michel de Ghelderode, direção de Cristina Paraíso. Em 2005, se lançou como comediante na peça “Terapia do Riso”, da qual ainda integrou o elenco de protagonistas e assinou a direção de produção. A partir de então, passou a se dedicar ao humor. Israel Linhares também se destacou na peça “Os Indicados”, com direção coletiva. Em 2012, estreou seu primeiro solo a comédia “Eu Sou Eles”, com direção de Wendell Bendelack, onde interpretou oito personagens. Em 2014, inovou ao estrear no Stand Up Comedy #SóPraRir.

Como foi seu primeiro contato na atuação?

Desde criança. Comecei na escola, fazendo teatro. Depois, já na adolescência, fiz cursinho livre e de teatro amador e entrei pra faculdade de artes cênicas.

Um de seus maiores sucessos, foi participando do programa “Tô de Graça” no Multishow, onde dividiu cena com Rodrigo Sant´anna. Como foi dividir cena com o ator?

Foi ótimo fazer o ‘Tô de graça’ e atuar ao lado do Rodrigo, que é uma excelente pessoa e um grande profissional. Foi uma ótima experiência, mas também cito entre os meus trabalhos de grande sucesso na televisão, a ‘Escolinha do Gugu’, na Record. Era um quadro só meu, com o personagem Miro, e foi muito importante fazer esse trabalho, além da oportunidade de estar junto com outros comediantes.

No monólogo “Eu Sou Eles” do diretor Wendell Bendelack, que você está em cartaz, no Rio, faz 7 personagens ao mesmo tempo no palco. Conte-nos um pouco sobre sua experiência no projeto?

Há alguns anos, eu já tinha a ideia de fazer esse projeto. Acho que todo comediante tem o sonho de fazer um solo. É um grande marco na carreira se aventurar nesse formato. Pintou a oportunidade, eu tinha a vontade de fazer e, o mais importante, me sentia preparado e vi que era o momento. Reuni alguns dos meus personagens, criei inéditos, chamei o Wendell Bendelack para dirigir e aconteceu. Foi e está sendo uma experiência profissional única. Agrega muito para a carreira, principalmente por ser solo de comédia. Você pode improvisar e vai ganhando, aprendendo e crescendo cada vez mais. É gratificante. Me orgulho de ter me jogado de cabeça nesse projeto.

Além disso, é um grande desafio de estar sozinho no palco e com trocas rápidas de personagens. Tem solo onde o ator pega uma história e faz um personagem. Em ‘Eu sou eles’, faço sete e interajo com a plateia o tempo inteiro. Acho que é um dos diferenciais e fico muito feliz com o resultado, principalmente vendo como a plateia se surpreende com as trocas rápidas de figurinos, maquiagem, cenário… São cerca de 30 segundos a um minuto.

Como foi comandar o programa “Rotas e Roteiros”, e quais lembranças tem da época?

Foi uma super experiência e muito interessante. Eu era jovem, no início da carreira. Agregou muita segurança, principalmente para trabalhar de frente às câmeras. Aprendi demais nessa época. Devo isso ao ‘Rotas e roteiros’. Era bem dinâmico e abordava cultura, dicas…

Eu interagia nas pautas e improvisava nas entrevistas. Me ajudou na carreira de ator.

Tive a oportunidade de entrevistar vários artistas que estavam no auge e a troca de experiência, de estar próximo a eles, de ouvir, me ajudou a ver que era esse o caminho que eu queria seguir. Parei com o programa para me dedicar à carreira de ator.

Iniciando a carreira de comediante na peça “Terapia do Riso”, quais foram as principais dificuldades que encontrou ao entrar nesse novo gênero? Acredita que o timing seja natural ou desenvolvido?

Não foi fácil começar a carreira de comediante. Eu era apresentador, ator, mas amador ainda. Me formei depois do programa ‘Rotas e Roteiros’. Antes de ‘Terapia do Riso’, ainda na faculdade, eu fazia muito drama, textos de Shakespeare, Nelson Rodrigues, entre outros gêneros que eu gostava. Eu não tinha experiência nenhuma em comédia. No início, senti, fui desenvolvendo e aprendendo. Alguns já nascem com a veia de comediante e outros vão desenvolvendo. E junta uma coisa à outra. O ator tem que achar o timing, desenvolver e aperfeiçoar.

Tratando-se de um espetáculo de direção coletiva, fale um pouco sobre o desenvolvimento de “Os Indicados”?

Foi uma super experiência trabalhar com direção coletiva. Pensei que fossem acontecer trocas de divergências mas, pelo contrário, era cada um com a sua ideia e palpite e foi divertido. Cada um acrescentou com a sua bagagem. Eram cinco ou seis comediantes. Ficamos satisfeitos como resultado. Foi produtivo e enriquecedor.

O que o levou a criar o projeto “SóPraRir”?

Surgiu a ideia de ter um espetáculo que misturasse diferentes estilos de comédia. Foi nessa vertente que a gente resolveu seguir. Misturamos stand ups, cenas, esquetes e surgiu o projeto.

Deixe uma mensagem.

Não importa se o gênero é drama ou comédia, para o artista, o importante é estar atuando. Principalmente, nesse momento que vivemos. Temos que fazer com o amor e paixão que os resultados positivos aparecem. Foi dessa maneira que fiz na minha carreira e faço até hoje e mantenho um espetáculo há 12 anos. Com certeza, o público percebe que tem amor.

Obrigado a todos pelo carinho e espero vocês no teatro Miguel Falabella, no Norte Shopping, para assistir ‘Eu sou eles’, às sextas e sábados, às 19h, e aos domingos, às 18h!

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