Banda Holiman falam sobre o novo EP “Perdão”

No final do mês passado, a Banda Holiman lançou seu mais novo EP “Perdão”, que conta com três faixas inéditas: “Aqui”, “Complexo” e “Perdão”, que dá nome ao álbum.

A faixa que leva o nome do EP foi uma sugestão do produtor Paulo Vaz, que incentivou o grupo a experimentar uma nova acústica para para alcançar novos públicos. “Perdão” é uma história sendo contada sobre uma pessoa se desculpando pelas coisas erradas que fez, mesmo sem a intenção de machucar o outro.

A música “Aqui” foi uma das primeiras composições após a banda passar por mudanças e encontrar seu estilo musical próprio, uma forma de buscar um ritmo dançante, mas com o peso clássico do rock. A faixa “Complexo”, define o grupo atualmente, com uma dinâmica bem distinta, inspirada no black music dos anos 70 e um rock pesado de bandas de post-hardcore.

Como foi que a banda surgiu?

A banda surgiu de uma simples vontade de se reunir com os amigos de escola para fazer um som que nós curtíamos. Começamos com simples covers, mas depois percebemos que tínhamos criatividade o suficiente para compor coisas próprias e daí nasceu a banda que somos hoje.

Antes da formação do grupo, os integrantes haviam tido outras experiências na música?

Todos os integrantes passaram por escolas de música e já tiveram experiências musicais devido a referencias familiares ou coisas do tipo, mas como demos início a esse projeto muito cedo, ter uma banda foi realmente o ponto de ignição para entrarmos no mundo da música de cabeça.

Qual foi a inspiração de vocês para produzir o EP “Perdão”?

Pode parecer um tanto quanto contraditório, mas nossa grande inspiração foi perceber que estávamos no grande dilema: “ O que somos e o que faremos agora? ”. Entramos num limbo tão grande que decidimos começar do zero e produzir da maneira que nunca fizemos e por isso entramos em contato com nosso atual produtor, Paulo Vaz (Integrante da banda Supercombo).

Formada por 3 amigos, como foi que o grupo se conheceu?

Todos nós nos conhecemos pelo círculo de amizade construído desde os tempos de escola e claro, a paixão pela música e arte em geral ajudou a ficarmos mais próximos.

De onde veio o nome “Holiman”?

Toda banda tem aquele momento onde é preciso escolher um nome que vai definir “o que ela realmente é”, e para nós não foi diferente. Depois de diversos nomes com sentidos e significados diferentes, decidimos seguir o pensamento de quem está fazendo a centésima tatuagem chegamos à conclusão: “ Bora escolher algo que fique legal na pele (no caso, algo que seja legal de pronunciar). ” E assim surgiu o nome Holiman, derivado da palavra rolimã.

Com faixas lançadas no mês passado pelo grupo, a repercussão de “Aqui” e “Complexo” conseguiu suprir as expectativas de vocês?

Pelo fato de termos literalmente recomeçado do zero nosso trabalho como banda, nós nos surpreendemos com a repercussão que chegou a ser bem positiva. Obviamente ficamos ansiosos para que esse trabalho chegue ao máximo de pessoas possíveis, mas sabemos que cada passo deve ser dado de um cada vez.

Como foi trabalhar com o produtor Paulo Vaz?

No começo era pura ansiedade de trabalhar com alguém que admirávamos e até então, observávamos como fãs. Depois foi pura frustração, pois finalmente alguém chegou com opiniões sólidas sobre o que éramos e o que teríamos que trabalhar para termos o que queríamos. E por fim, veio o enorme aprendizado e gratificação em ver que o Paulo era o elemento que faltava para entendermos que ser uma banda é fruto de um trabalho árduo que vai muito além de subir no palco e tocar. Ser uma banda é uma empresa, e subir no palco é apenas 10% de um todo, como ele mesmo diz. E ter consciência disso foi essencial pro nosso amadurecimento.

Quais são as inspirações de vocês no mundo musical?

Eu posso dizer tranquilamente que todos nós recebemos uma grande inspiração de uma das maiores bandas que já existiu no Brasil, Charlie Brown Jr. Começamos tocando diversos covers deles, e até hoje pegamos o violão pra cantarmos muitas de suas canções. Mas com o passar do tempo a gente foi ouvindo e consumindo muita coisa, desde internacionais (Queens Of The Stone Age e Travis Scott) até bandas independentes nacionais (Supercombo, Rancore, Braza e Baiana System). Mas no momento, o que nos inspira é a música brasileira em geral.

Deixem uma mensagem

Seja o tipo de arte que for, persista e não seja cabeça fechada. Você pode até desistir uma vez, mas tente desistir uma segunda, terceira, quarta, quinta vez e assim por diante. O pessimismo que as vezes vem junto do cansaço faz parte do processo, mas no fim do dia o que importa é que você continue firme pois você acredita naquilo que faz, e pode ter certeza que quando sua alma está impregnada no seu trabalho, aquilo vai te render frutos, talvez não da maneira que você espera, mas da maneira que você precisa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *