Apontada como um dos últimos destaques entre os atores jovens do Rio de Janeiro, a atriz Helena Strada que atualmente tem 12 anos, praticamente nasceu com a ambição de seguir uma carreira no mundo das artes. Ainda pequena começou a nutrir curiosidade sobre o caminho que poderia leva-la até as telinhas e em pouco tempo depois conquistou a confiança dos seus pais e começou a aparecer em diversas produções.

Atualmente é mais conhecida por seus papeis na novela “A Terra Prometida” , onde viveu a personagem Karine em 2016, além de alguns filmes como “Uma Escola Demais” e “O Sequestro de Vitor” em 2018.

Apesar da pouca idade, Helena Strada já tem diversas questões desenvolvidas a respeito das questões que cercam a sua geração, como a utilização e os perigos do mundo virtual,reflexões sobre o futuro pós-pandemia da COVID-19, além da cultura do mundo cinematográfico, tendo como uma de suas inspirações a atriz Julie Andrews, celebre por ter ganho o Oscar de 1965 por “Mary Poppins”.  Vem conferir a entrevista e descubra um pouco mais do universo dessa jovem atriz que não para de brilhar!

Considerada uma das atrizes infantis mais conhecidas do Rio de Janeiro. Poderia nos contar um pouco sobre o que a levou a escolher essa profissão? No início você já conhecia a real dimensão desse trabalho?

Eu sempre gostei muito de assistir televisão, e desde pequena eu perguntava para minha mãe como eu poderia estar dentro da TV. Outra paixão é o cinema. Sou cinéfila. No início não sabia da dimensão. Hoje eu vejo que requer muito estudo e dedicação.

Foto: Divulgação/Multielenco

A Record é bastante conhecida por suas novelas e produções bíblicas, inclusive a novela “A Terra Prometida” lançada há 4 anos atrás. Como foi entrar nessa realidade interpretando a Karine na história?

A minha participação nessa novela foi algo incrível que aconteceu na minha vida. Uma experiência inarrável. As crianças do meu núcleo, no caso que faziam os meus irmãos, que éramos um total de quatro crianças, tínhamos um preparador de elenco infantil, que nos preparava antes da gravação de cada cena. A gente passava o texto e depois víamos as marcações de cenas.

 Em 2017 o público da Net Now conheceu a personagem Mia do seriado “Uma Escola Demais”. O que achou dessa experiência de ter um trabalho seu em uma plataforma de streaming? Por ser um programa já direcionado ao catálogo, a sensação de fazer ela é diferente?

A Mia foi um presente que ganhei. Depois da série veio mais dois filmes originados de “Uma Escola Demais” que também estão no Net Now e em outras plataformas de streaming. É um sonho realizado ver meu trabalho no ar e dar um entretenimento de qualidade para toda família brasileira.

Foto: Divulgação/Multielenco

Quais são as pessoas que mais a inspiram em sua profissão, e como foi o apoio dos familiares no começo?

Eu amo as atrizes Glória Pires e Julie Andrews. No início só minha mãe me apoiava, meu pai era contra, mas depois que ele me viu na TV pela primeira vez, ele se emocionou e, então, a partir daí, começou a me ajudar e apoiar em tudo.

A sua última produção nos cinemas foi no filme “Morrer de Amor” do diretor Cristiano Requiao, onde viveu Ana em 2015. Sente falta de voltar a fazer produções para as telonas?

Na verdade, essa foi a minha única produção que fiz no cinema. Eu era amiga do protagonista na infância. As cenas consistiam em lembranças de infância, então era mais a gente brincando na rua, essas coisas de crianças. Eu queria muito fazer um filme novamente. Uma grande realização profissional.

Foto: Divulgação/Multielenco

Há dois anos, estreava nos palcos brasileiros a peça “Para Conhecer os Beatles” que trouxe uma questão em que se refere ao uso dos aparelhos eletrônicos pelos jovens. Qual é a sua opinião sobre isso e como é a sua relação com a tecnologia?

A tecnologia veio para ajudar a sociedade. Revolucionou a nossa forma de comunicação e de como temos contato com o conhecimento. Amo tecnologia, mas sei que tudo que é demais faz mal, e que também pode ser um perigo se não usarmos de forma correta para o bem. Confesso que se deixar eu passo o dia inteiro na internet vendo vídeos, filmes ou produzindo conteúdo. O uso de forma livre pelas crianças e adolescentes pode ser um perigo para os mesmos. A supervisão e orientação dos pais são superimportantes. Na minha casa, existem regras de uso. Também tenho horários fixos e os aparelhos tem controle parental. Meus pais estão sempre analisando se certo conteúdo é adequado para minha idade. Esse assunto é super sério. Eu, por exemplo, já fui alvo de pedófilo e hacker na internet. Então, tomem cuidado.

Quais são seus planos para depois da pandemia, e o que acha que teremos no ano que vem?

Infelizmente, acho que ano que vem ainda conviveremos com essa pandemia e temos que nos acostumar com esse “novo normal”. Eu sinto muita falta das minhas aulas de teatros e dança. Sinto falta de estar ao lado dos meus amigos e familiares. Quando tudo isso passar, eu gostaria de reunir todos e dar uma grande festa para celebrarmos a vida.