O duo brasileiro radicado no Canadá, Ana & Eric lança uma faixa inspirada pela Escócia e mostra que a música não conhece fronteiras. “Lights my way” se une ao single já revelado, “Hope”, e antecipa o EP do projeto que será revelado em breve pelo selo canadense The Citadel House. A nova canção já está disponível nas plataformas de streaming e ganha um lyric video.

A inspiração da faixa veio de um exercício de escrita realizado durante um retiro de composição que Eric Taylor Escudero, uma das metades de Ana & Eric, fez na Escócia. Embora tenha surgido com um propósito claro, a música acabou ganhando um lugar totalmente despretensioso no repertório do duo.

Ele lançou recentemente seu álbum “Mirrors”, fruto de suas apresentações que o levaram pelo mundo, inclusive com Ana. Nascido na capital paulista no final dos anos 80, Escudero começou sua carreira solo em uma série de três EPs lançados ao longo de 2010, 2011 e 2012 e que chamaram atenção de veículos especializados no Brasil e exterior. Esse capítulo culminou em 2015 no álbum “We Were Young and It Was Morning” e ganha novas páginas com os dois lançamentos deste ano.

Cantora, compositora, curadora e preparadora vocal, Ana Luísa Ramos lançou seu álbum de estreia “Um” (2016) refletindo sobre a vida moderna na cidade de São Paulo. Sua primeira aventura em terras estrangeiras foi ainda em 2013 pela Áustria e Dinamarca, em seu duo com Eric, que desde 2012 é seu companheiro música. Desde então, passou pelas Américas e Europa com seus shows e performances. Além do trabalho do duo, ela prepara o seu segundo disco,  “Amanheceu”.

Recentemente, vocês lançaram a música “Lights My Way” que juntamente com “Hope”, estão antecipando o EP que será revelado em breve. Como está sendo a preparação de vocês e qual e a expectativa em relação ao recebimento pelo público?

Ana: O EP vai ser lançado no dia 6 de novembro. No momento temos ensaiado para o show de lançamento e possivelmente um show online para o público brasileiro. A recepção de Hope e Lights My Way tem sido ótima! Estamos muito contentes com o resultado.

Apesar de terem nascido no Brasil, vocês são radicados no Canadá. Como foi a ida de vocês para o país e do que sentem mais saudades no Brasil?

Ana: A nossa mudança para Newfoundland foi por conta do mestrado que o Eric cursa. Ele estuda Etnomusicologia na Memorial University. Desde que chegamos aqui temos tido bastante apoio e interesse da comunidade local, o que deixa a gente muito motivado. Sentimos muita falta dos shows que fazíamos no Brasil e da comida!

Foto: Brenda Taylor

Para os que ainda não os conhecem, poderiam nos contar foi a história de ambos na música e como formaram a dupla?

Eric: Começamos a trabalhar juntos em 2011, quando a Ana participou da gravação e divulgação do meu EP “Big City Lights”. Desde então, lançamos 3 álbuns “solos” que tem participação de ambos, mas sem oficializar a dupla. Desde 2016 temos feito shows apenas nós dois, e o EP que sai em Novembro será o primeiro oficialmente do duo Ana & Eric.

Como está sendo trabalhar em parceria com a The Citadel House?

Eric: A experiência está sendo ótima. O pessoal da Citadel tem dado muito apoio para o projeto e expertise que eles têm do mercado canadense é algo extremamente valioso e que nos ajuda bastante. Gravar no estúdio deles, com toda a estrutura, também foi uma experiência muito interessante.

Foto: Brenda Taylor

Soubemos que a inspiração dessa canção foi de um exercício de escrita realizado durante um retiro de composição que Eric fez na Escócia. Como foi essa experiência?

Eric: Foi uma experiência muito legal e sem dúvida expandiu muito os horizontes criativos. Além disso, conheci alguns artistas extremamente talentosos, que viraram parceiros de composição. Inclusive um deles, o Adam Naylor, recentemente lançou um álbum com participação da Ana.

Apesar de terem gostado da primeira versão da letra, vocês não lançaram “Lights My Way” no momento em que ela foi criada. O que faltava naquele momento para que tomassem a decisão de mostrá-la para o público?

Ana: Sempre gostamos de Lights My Way, mas tínhamos a impressão que ela não se encaixaria no projeto. Conforme começamos a ensaiar e criamos um arranjo especificamente para o duo, ficou claro que ela tinha tudo a ver e desde então é uma das nossas músicas preferidas.

Além de estarem em uma dupla, ambos tem uma carreira fora também, sendo Eric lançou o álbum “Mirrors” recentemente. Como é essa situação de vocês separarem os projetos pessoais dos da dupla?

Eric: Até agora havíamos separado os projetos, mas recentemente chegamos à conclusão que isso não fazia mais sentido, já que sempre trabalhamos juntos. Sinceramente, não sabemos como vai ficar essa separação daqui para frente.

Em relação a carreira de Ana, seu primeiro projeto veio em há quatro anos atrás com “Um”, onde refletia a respeito da vida moderna na cidade de São Paulo. O Brasil ainda está como uma das fontes de inspiração para vocês?

Ana: Ah, com certeza. O Brasil sempre será uma grande fonte de inspiração, seja pela sua cultura, natureza, clima, e nas memórias que temos. Apesar de estarmos no Canadá, ainda acessamos muito conteúdo brasileiro, sempre conversamos com familiares e amigos, então o Brasil continua “habitando” nossos dias.

Desde 2012, já se vão oito anos de parceria. Atualmente, vocês conseguem se imaginar um sem o outro na música?

Eric: É muito difícil imaginar como seria nossa música sem essa parceria. Como os trabalhos são concebidos conforme trabalhamos juntos, sem dúvida o resultado seria muito diferente se não fosse assim.

O que podemos esperar de vocês em 2021, e como a pandemia afetou o trabalho nesse período?

Ana: A pandemia acabou atrapalhando os nossos planos de turnê e a possibilidade de viajar para o Brasil. Temos feito apenas shows locais e online, mas a recepção tem sido ótima. Para 2021 tem o lançamento do primeiro álbum do duo e talvez alguns shows no Brasil!