O avanço do empreendedorismo jovem e as surpresas na trajetória profissional da nova geração

Vivendo nas grandes metrópoles e nas principais avenidas do Brasil, infelizmente nós não temos algo que na teoria seria do nosso direito. Depois de algumas décadas onde os jovens das gerações passadas eram livres para jogar bola, brincar e correr pelas ruas, o mundo parece ter dividido opiniões após a chegada dessa nova geração.

Enquanto alguns apoiam e até participam das culturas e manias que englobam o novo universo, outros encontram possíveis problemas de adaptação ou até mesmo preocupações com a vida real e o futuro. Apesar de estarmos em uma época onde alguns jovens ainda não precisem trabalhar, o empreendedorismo vem sendo explorado cada vez mais por empresários menores de idade. A pressão por ajudar as famílias ou se tornar independente delas parece ter aumentado, e junto, os inúmeros debates que cercam as relações entre estudantes e escolas, e a vida social, onde os jovens estão entrando cada vez mais cedo na vida adulta. Os costumes e comportamentos se tornaram alvo de estudos e psicólogos que hoje se especializam cada vez mais para desvendar o comportamento dessa nova vida. Porém, o que nos faz acreditar que esse movimento tenha uma explicação tão científica a ponto de psicólogos e terapeutas precisarem se especializar para entender esse novo grupinho de seres humanos?

Essa questão da escolha de suas primeiras aventuras de empreendedorismo faz com que muitas famílias se questionem do porque e de como os filhos chegaram a essa decisão. Às vezes um clã inteiro do grupo social pode trabalhar durante gerações em uma área específica, e se “espantam” por terem um caminho profissional diferente no convívio familiar. Acredito que seja indispensável a preocupação, apesar de ter que soltar um pouco as rédeas, a proteção familiar sempre vai existir pelo bem-estar daquele jovem. Porém é preciso ter muito critério para não privar o direito do ser humano em aprender e se desenvolver na escolha de sua jornada.

Foto: Pixabay

Adaptar-se à nova visão deve ser um verdadeiro pesadelo para as famílias mais conservadoras, afinal, o mundo e o desejo das crianças e adolescentes já estão muito mais pulverizados do que alguns anos atrás, quando o menino tinha o sonho único de jogador de futebol, se espelhando nos melhores da seleção brasileira, e as meninas desejando serem atrizes ou modelos. Por mais que a procura e o aparecimento de novas figuras no meio do entretenimento, os jovens estão se mostrando cada vez mais atentos e abertos a pesquisarem e conhecerem novas profissões, principalmente aquelas do novo milênio, como as que a internet vem trazendo. Antigamente os comércios de rua e lojas tradicionais eram ativamente procurados pelas oportunidades de empregos, hoje o comércio de importados e criação de lojas virtuais localizadas nas redes sociais vem ganhado cada vez mais destaque, inclusive na mídia e nos campos acadêmicos, onde os cursos de marketing e publicidade passaram a incluir a nova modalidade, com muitos professores tendo que correr para se modernizar em relação às novas tendências. Para se tornar um jovem empreendedor, o caminho já não é tão difícil, porque com uma rápida pesquisa no Google, utilizando a palavra-chave “empreendedorismo jovem”, já vemos várias ideias e artigos que funcionam como um verdadeiro manual de instrução simplificado para que os adolescentes possam iniciar suas carreiras de acordo os seus gostos. Em uma matéria na Revista Exame, da jornalista Mariana Desidério, foram dados 10 exemplos de negócios que um jovem poderia iniciar antes mesmo de entrar na faculdade, sendo que um dos primeiros é justamente a venda pela internet, que dependendo da sua disponibilidade financeira e com um pouco de conhecimento de logística, já é possível tirar uma boa renda. Um dos exemplos que ficou bastante famoso, foi o do jovem de 16 anos que após criar o aplicativo “Summly”, que é um agregador de notícias da internet, criado para aperfeiçoar e resumir o tempo de leitura, antes dos 18 anos, Nick D’Aloisio vendeu seu projeto para o Yahoo, se tornando milionário, e faturando R$ 60 milhões.

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A respeito desse exemplo, acho importante que os adultos e os pais percebam uma coisa: não é porque a pessoa nasceu na geração de computadores, que ele tem que ser um gênio, e ter essas habilidades, pois, nenhuma história é tão parecida com a outra. O sucesso juntamente com a felicidade, vem a partir das habilidades que a pessoa possa desenvolver naturalmente ou por conta própria. Já houve casos onde a pressão por conta dos parentes foram tão forte que acabou agravando em problemas de saúde mental, levando inclusive pessoas ao surto. Afinal, vale o questionamento, porque a pessoa que nasceu depois de você, tem que seguir o caminho ou ter a condição de vida que você acredita ser melhor? – Tudo vai depender dos objetivos e da determinação da pessoa em cumpri-los. Nessas características, você pode até obter certa influência pela convivência com o cotidiano, porém jamais conseguirá impô-las 100% nas decisões da outra pessoa.  A questão é que boa parte do mundo parece estar dormindo ainda, e quando acordar, perceberá que passaram por uma verdadeira viagem no tempo.

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