Apaixonada por rosa e ao mesmo tempo quebrando milhares de padrões, a cosplayer conhecida como Sakura Rezende, iniciou o seu contato com o mundo otaku e geek em meados de 2008 ao visitar o seu primeiro evento. Nutrindo um amor muito forte por esse novo mundo, que apesar do público, ainda poucos conhecem, ela iniciou seu canal no YouTube como uma forma de apenas manter o contato e compartilhar com seus amigos suas novas aventuras em uma nova cidade, onde iria morar, mais o que era para ser um espaço “limitado”, acabou se expandindo.

O hobby que tinha pelas fantasias passou a se tornar algo sério e com isso a exigência e profissionalismo foram aumentando. Formada em letras e com bacharelado em português e inglês, a vida de Sakura deu uma virada quando conseguiu concentrar sua paixão na área do marketing digital, e nos tempos livres, nos eventos de cultura japonesa. Tal fato fez com que conseguisse quebrar vários tabus em relação a essa cultura, quando idealizou o primeiro evento do gênero que aconteceu em Itu – munícipio do interior de São Paulo, onde a população estimada em 2015 era de apenas 167 mil habitantes. O desafio foi grande, porém muito compensador, já que conseguiu trazer para o público infantil e jovem, uma nova experiência de lazer, dando a oportunidade para os que já eram fãs dessa cultura e para que muitas pessoas, inclusive adultos, pudessem conhecer os cosplayers e se encantar com as maravilhas do universo japonês. Vem conferir a entrevista!

Já estando alguns anos participando como cosplayer em eventos. Conte-nos um pouco sobre como foi o começo de sua relação com o universo geek, e quais são os seus temas favoritos?

Eu entrei nesse universo otaku quando tinha uns sete anos, que foi quando eu comecei a assistir Sakura Card Captors, Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Sailor Moon, entre outros. Eu fui descobrir o cosplayer só em 2008, que foi também o ano do meu primeiro evento, e depois o amor só cresceu. Eu cheguei lá e falei: “Meu deus, é a esse mundo que eu pertenço!”. Os temas favoritos com certeza são as garotas mágicas e heróis. Vamos salvar o mundo com glitter de preferência (risos)!

Além de personagem, você possui um canal no YouTube, onde o último vídeo foi postado há cinco meses atrás. De onde surgiu a ideia de criar o canal? Pretende voltar a movimentá-lo?

A ideia do meu canal surgiu quando eu fui mudar de cidade, e eu acabei me afastando muito dos meus amigos. Naquela época eu estava muito fechada, não socializava tanto, então, o canal foi um jeito de consegui compartilhar as coisas com os meus amigos, como a maioria deles sempre gostou muito de coisas fofinhas e mágicas, então, eu acabava mostrando as minhas coisas nos vídeos, assim veio os vlogs de viagens e eventos. A ideia dele sempre foi ser um diário online mesmo, com coisas para assistir e recordar, e principalmente compartilhar com os amigos. Mostrei muita coleção, conteúdos de Sakura Card Captors, muitos eventos com meus amigos, e eu acabei ficando muito surpresa quando o canal começou a crescer, porque eu fiz muito despretensiosamente esse canal, foi algo realmente para mim. Quando passou de certo número, que eu sabia que era a minha quantidade de amigos, eu pensei tipo “o que essas pessoas estão fazendo aqui?” (risos), mais eu fico muito, muito feliz que gostem. Estou um tempo sem postar por causa de alguns problemas, mais eu pretendo voltar, especialmente porque eu quero muito compartilhar um conteúdo de saúde mental que tem me ajudado, e ele não vai ser só para os meus amigos, mais acho que muita gente vai poder tirar proveito dele. Vai ser muito legal e estou ansiosa para voltar com o meu canal.

Foto: Reprodução/Instagram

As montagens das fantasias são um ponto muito crucial, inclusive nas competições. Como é o investimento nas suas produções e quais são os principais “convites” que elas já a renderam?

Eu geralmente penso muito antes de escolher um personagem, analiso principalmente o meu gosto por ele, e as roupas e assessórios a gente dá um jeito. Desde o começo, mesmo fazendo para hobby, eu sempre fui muito exigente, porque é mais fácil você fazer um cosplayer que você só vai colocar em foto, pois você pode brincar muito com edição e arrumar tudo que estava ruim. Agora quando se faz para utilizar em evento e competições, ai é muito difícil, porque tem que estar impecável na vida real. É um hobby caro, por assim dizer, porque vai muito tempo e muito dinheiro também. Eu lembro que o meu maior projeto demorou sete meses e custou mais de mil reais, tirando o tempo, porém compensou muito, esse que foi a da Jana. Ele é um cosplayer campeão mesmo.

Sabemos que durante sua trajetória, você já passou por vários momentos, desde quando era apenas um hobby, desfiles, e algumas vezes apenas de brincadeira. A partir de qual ponto você decidiu se profissionalizar com seus personagens?

Como eu havia dito, mesmo quando era só um hobby e uma brincadeira, eu sempre levei muito a sério, porque, como eu escolhi personagens que eu gosto, eu sinto que a minha maneira de honra-los é fazendo da maneira mais fidedigna possível, sendo os mais perfeitos possíveis. Isso é uma questão de homenagear um personagem que eu gosto muito e tentar trazer realmente ele para a realidade. Essa ideia de levar á sério e participar de competições e desfiles foi quando as pessoas começaram a elogiar muito, falando coisas tipo: “nossa, você faz por hobby, mais está tão perfeito e bonito, porque você não desfila e compete?” – ai eu fiquei pensando em porque não, tipo, não é uma coisa que eu teria que fazer algo além do que já estava fazendo. Estava fazendo algo porque eu gostava então o que era fazer uma apresentação, e a partir dali eu comecei. Quando eu fiz a Jana, eu falei que esse iria valer, eu realmente acabei pegando mais sério ainda, tipo, realmente eu tenho muito gosto de fazer isso e acabo sempre me realizando. É um hobby muito bom!

Foto: Reprodução/Instagram

Formada na faculdade de letras e atuando na área de marketing digital. O que mais a havia atraído para o curso de letras e como foi a sua ida para o meio digital? Esse conhecimento ajuda na hora de divulgar seus trabalhos?

Eu sempre fui um pouco diferente, porque desde os 11 anos, eu já havia decidido que queria ser professora de gramática. Eu corri atrás e consegui me formar em letras, sempre amei gramática e era isso que eu queria, mesmo com bacharelado e licenciatura em português e inglês, eu sempre tive um amor maior pela gramática, aquilo que todo mundo odiava e eu amava. Só que quando eu fui experimentar o mundo real, eu tive muita frustração, porque eu via tudo certinho lá dentro e aqui fora era uma tristeza, não temos a chance de aplicar tudo que aprendemos. Muitos materiais didáticos às vezes têm erros, coisas que sabemos que não vai funcionar e que não podemos mexer, não têm a liberdade de aplicar uma atividade extra, além da realidade das escolas com a falta de renda, carteira e merenda, tipo, como você quer que a criança preste atenção se ela está com fome. Eu nem julgo e critico, eu fico frustrada e muito triste de não poder exercer, mais eu acabei indo para marketing digital, e inesperadamente eu gostei muito. Tenho muita vontade de ainda me aprofundar mais no meio digital, até porque a língua com o marketing são coisas que se combinam a meu ver, pois tem tudo haver com comunicação e em como atingir as pessoas, e eu gosto muito disso. É com certeza! (risos), a primeira cobaia das minhas técnicas sou eu mesma, eu testo lá comigo para ver se funciona e depois vou adaptando para a empresa. É legal ser sua própria cobaia.

Aproveitando que estamos falando sobre marketing, por mais que ele esteja cada vez mais presente, muitas pessoas ainda possuem dúvidas à respeito sobre o ganho financeiro e o investimento, afinal, são milhares de perfis no Instagram que fazem inúmeras promessas por meio de propagandas. Sendo alguém que trabalha com isso, quais são as suas dicas para lidar com essas situações?

Realmente. Eu mesmo fico vendo muitas coisas sobre marketing em vários cursos que estão tendo na quarentena, e o que eu posso dizer sobre isso, é algo muito difícil no sentido de ser muito esforço, temos que correr muito atrás, não é brincadeira. Não é algo tipo bater umas fotos e postar ali para tirar meu salário. Se você quer mesmo isso, se exige muito tempo, dedicação e pesquisa, até porque o algoritmo muda toda hora, então é preciso ficar muito esperto e conseguir produzir conteúdo relevante e que ao mesmo tempo entretenha. A receitinha que todo mundo já sabe, que é o ser constante, usar tags, interagir e tudo mais, porém, não é só fazer isso e pensar que daqui a um mês já vai ter “bombado”, para chegar ao objetivo vai muito esforço e tempo. A dica para quem quer fazer isso de verdade é para se esforçar muito e persistir, porque o resultado não é rápido, é muito devagar, e é preciso ter isso na cabeça. Continue se esforçando, não desista, porém tenha claro que é de pouquinho em pouquinho, e que uma hora você vai conseguir chegar lá. Foque no seu conteúdo, seja sincero, interaja, acredite em você mesmo e tenha força!

Foto: Reprodução/Instagram

Infelizmente, assim como acontecem em vários eventos pelo mundo, temos relatos de diversos atos de desrespeito ao público nerd e aos visitantes das feiras, como foi o caso da CCXP 2015. No caso, tivemos um assédio feito pelos integrantes do Programa do Pânico. Qual é a sua visão a respeito desses atos e como você acha que os organizadores deveriam agir nessas ocasiões?

O assédio e desrespeito, infelizmente, eu posso falar como sendo uma menina, é uma coisa muito comum em qualquer lugar do mundo, e o mundo cosplayer não é exceção. Sobre o caso que você comentou do Pânico na CCXP, eu nunca gostei desse programa, sempre o achei bem porcaria, apenas para ser suave no adjetivo, e esse episódio foi o fim da picada. Eu fiquei muito feliz com a atitude que tomaram de realmente banirem toda a produção de lá, porque, geralmente quando isso acontece em outros eventos, a gente não tem muito suporte e nem com quem falar, além de que ninguém vai fazer nada. Essa postura da CCXP me deixou muito feliz e muito realizada, fiquei com aquela sensação de que a justiça foi feita, mais ainda vai um tempo para melhorar toda essa situação não só no mundo cosplayer, mais no mundo mesmo, porém, seguimos acreditando e confiantes que vamos melhorar essa sociedade aos pouquinhos.

Atualmente, você está dando seus primeiros passos na Twitch TV, uma das plataformas que já é a mais considerada pelos streams, onde também já levantou mais público do que seu canal no YouTube. Qual das duas você mais se adaptou e quais estão sendo as diferenças de conteúdo?

Sim! Agora eu estou realmente pegando firme na Twitch, e confesso que até me adaptei melhor a plataforma. Nas lives eu consigo ter uma interação direta e em tempo real com as pessoas, eu gosto muito de fazer “deer cheer up”, que é ficar lá falando com as pessoas. Eu fico muito feliz com esse contato por poder tentar ouvir e ajudar as elas, diverti-las e tentar melhorar os dias delas nem que seja um pouco, e isso me realiza muito. Eu sempre ficava feliz quando alguém vinha no YouTube e me falava coisas tipo: “nossa, você melhorou meu dia!” ou “eu fico tão feliz quando você lança um vídeo” – isso me relaxa, e eu pensava: “puxa, que legal! Eu estou aqui fazendo um registro para mim e um negócio com meus amigos, e isso acabou fazendo bem para alguém.” – É isso que realmente me deixa bem, mais do que visualização e curtidas, são realmente aquelas pessoas que ficam me esperando, e que acabam vindo na minha DM comentar que estão que saudades dos meus vídeos e pedem mais. Na Twitch, eu sinto isso diariamente, porque as pessoas vão ali ver como eu estou, eu conhecendo mais as pessoas, o apoio e as amizades que fiz lá. Eu realmente estou muito feliz e querendo realmente investir nisso, porém, como você já percebeu, a maioria das coisas que eu gosto são em longo prazo, então, eu estou me dedicando o máximo possível na Twitch, quase morrendo para fazer isso e trabalhar, mais é o que eu quero, e eu vou lutar.

Foto: Reprodução/Instagram

A gente soube através de uma conversa prévia, que durante um tempo você ficou longe. Quais as diferenças que pode observar entre o público geek daqui da região e da outra cidade?

Eu acho que o ponto principal que muda de cidade para cidade é a estrutura, porque realmente quanto maior é a cidade e sua estrutura, maior é o evento, dá para sentirmos isso em tudo. Claro que existem exceções nessa regra, mais, quanto maior a cidade, mais desenvolvida, maior será o evento. De uns anos para cá, eu senti que deu uma caída na quantidade e no tamanho dos eventos, porém isso ocasionou no aumento da qualidade, porém, quando eles fazem sem ar condicionado, nossa senhora, é difícil em amigos! – A questão da estrutura e diversidade, vamos dizer que o evento acaba sendo um reflexo da cidade.

Uma das diferenças em relação à CCXP para outros eventos, é que existem feiras que são realmente focados na cultura otaku. Aproveitando que muita gente que é de fora do meio não conhece, você poderia nos explicar um pouco sobre essa cultura? Quais são suas expressões e personagens favoritos que essa tradição trouxe para o Brasil?

A CCXP é algo muito legal e que acaba sendo muito mais disseminada, porque ela pega um público geek no geral, já esses eventos otakus, eles são bem focados, então sempre tem muita coisa de anime, música, comida e cultura asiática no geral, porém, geralmente japonesa. Eu pessoalmente prefiro esse tipo de evento, porque foca na parte que me interessa, porque apesar de geek ser muito legal, não me interessa tanto quanto o universo otaku. Eu adoro porque é tudo voltado para esse mundo, desde as artes que estão sendo vendidas pelos artistas, as músicas que tocam, trazendo relevância os estilos de lá, não só o cosplayer, mais vários estilos que as pessoas vem vestidas de formas diferentes. Tem muito figure, meu deus como as amo! É uma coisa muito fofa, além de ser um evento muito familiar, e é uma coisa que eu reparei, que na CCXP não tinha tantas famílias, apesar de terem muitos jovens. Nesses eventos de anime, você costuma vê muitas famílias, você observa jovens, pessoas mais velhas, pais e mães com as crianças, não necessariamente com crianças grandes, mais com pequenas também que vão de fantasias. Eu gosto muito desse ambiente familiar que eles propõem, trazendo também RPG e uma cultura bem nerdzinha mesmo, “nerd raiz” por assim dizer (risos), além de muitos animes, e eu acabo gostando muito mesmo. Com todo respeito á cultura geek, mais esse universo de cultura japonesa, é a que eu mais amo, não tem jeito.

Foto: Reprodução/Instagram

Na sua cidade, além de se fantasiar, você montou seu próprio evento, o Cosparty. Como foi, e quais foram os desafios de organizar o próprio projeto?

Tivemos essa ideia de montar o evento aqui na cidade, porque aqui realmente nunca teve. Como aqui é uma cidade muito pequena, eu sinto falta de lazer para as crianças, porque tirando as praças e tudo mais, não existe um eventinho para elas, e eu sinto que falta muita opção. Nós aproveitamos a época do halloween para juntarmos e fazermos esse evento de cosplayer, dando uma misturada no evento de anime e a temática do halloween, porque como é uma cidade pequena, as pessoa tem a cabeça muito fechada e as vezes muito preconceituosas. Fizemos um evento realmente voltado para as crianças, aproveitando essa pegada de halloween, porque daí os pais viriam mais tranquilos e não iam estranhar tanto ver pessoas fantasiadas, porque eles já iriam com a ideia de um evento normal na cabeça. Durante o evento fizemos palestras explicando não só para as crianças, para os jovens otakus também que se realizaram, e para os pais também, explicando um pouco o que era o halloween – Foi muito didático e muito “gracinha”, eu amei fazer isso. A gente foi mostrando a história da data e o que era o cosplayer, e que não tinha nada de errado nessa cultura, e da mesma forma que você se fantasia em outubro para brincar e “espantar os espíritos”, nós também podemos nos fantasiar de personagens para brincar, porque diferente do carnaval também, o cosplayer não precisa de uma data, podendo ser a qualquer momento, além de um hobby. Foi muito legal, e acabamos quebrando alguns paradigmas da galera, as crianças se divertiram muito, porque fizemos também competições de fantasias, o que foi muito fofo!

Os otakus aqui da cidade que não tinham chance se divertiram muito também! Tivemos algumas meninas dançando k-pop, campeonato de videogames, um pessoal ensinando como jogar cosplayer, e no final foi muito legal, porém muito difícil. É muito difícil organizar eventos e não recomendo, porque devo ter envelhecido uns dez anos só organizando eles, porque é muita gente para você coordenar, e acredito que a parte mais difícil seja a comunicação com as pessoas, porque nem sempre elas estão na mesma página e elas não vêm tirar dúvida (bem meu lado professora falando!), mais é muito complicado lidar com as pessoas. A parte mais fácil foi a burocrática que foi o contato com a prefeitura, a documentação, contas, métricas, até ai tudo foi maravilhosa, porém, na hora que chegou a parte de contar com os outros e pedir ajuda foi uma desgraça.

Eu nem as julgo, porque ninguém estava preparado, afinal, nunca havia tido algo assim na cidade, mais é muito difícil, eu desisti por causa disso, porque não tinha condições (risos) – Não tem como conversar, não tem como entender, e quando você vai explicar um negocinho e acaba sendo algo muito difícil. É muito complicado, coisa de cabeça de pessoa do interior mesmo. É preciso ter uma nova geração para me ajudar a colocar a cabeça no lugar, porque é demais.

De toda a organização, eu era a mais nova, e acho que só um ou dois tinham um pouco mais que a minha idade, porém estão nesse mundo bem otaku. O resto eram pessoas mais velhas que trabalham em coisas muito específicas e conservadoras, então, quando você vai explicar o conceito e como elas são feitas, tem o conflito deles estarem acostumados a fazerem as coisas de um jeito e agir de certa maneira. Você tem que conseguir explicar que nesses eventos é diferente, ai para eles tem um jeito melhor, acaba sendo uma discursão muito difícil. É complicado ter que coordenar alguma coisa com pessoas que são mais velhas que você, especialmente em cidades pequenas, onde você tem que respeitar sempre os mais velhos, e eles não aceitam tipo: “Você é mais velho e eu respeito você, mais disso aqui eu entendo, e estamos fazendo para o público jovem, e eu sei como é porque tem fazer desse modo”, mais eles não entendem e dá muito conflito. Eu sei que eu não vou fazer isso novamente, a menos que eu tenha uma equipe que conheça esse mundo tanto quanto eu, porque, pode até ter ideia de parente, porém, pegar alguém que não faz ideia do que é isso é muito complicado.

Isso é uma pena, porque os jovens e as crianças amaram enquanto teve, agradeciam e ficavam felizes, mais realmente não dá, porque a minha saúde mental e física é mais importante, porque o estresse era tanto que eu vivia doente. Pessoas que pretendem organizar eventos pensem bem no que vocês estão fazendo das suas vidas, e façam um teste drive antes porque é pesado!