O mercado de modelagem no Brasil já revelou nomes como Isabelli Fontana, Alessandra Ambrosio e claro, Gisele Bündchen. Além desses grandes nomes, meninas de todo o país, classes sociais e culturas se arriscam a correr atrás do sonho de viajar o mundo desfilando, fotografando e representando marcas. E foi essa paixão por moda que levou a brasiliense Fernanda Marques arriscar na carreira, ainda bem nova.

A modelo Fernanda Marques nasceu em Brasília e hoje, com 28 anos esbanja todo seu talento desfilando nas passarelas de Londres e ainda compartilha em seu Instagram como é o dia a dia de uma modelo brasileira em outro país, com as semanas de moda, castings e ensaios. Também é mãe do pequeno Gabriel, e além do mundo fashionista, divide um pouco de sua rotina ao lado do filho e do marido, o empresário de futebol Jack Guidolin.

Se arriscando na carreira de modelo ainda nova, poderia nos contar um pouco mais sobre como foi o seu começo com as passarelas? Você correu muitos riscos no início da carreira?

Eu me mudei pra São Paulo sozinha aos 15 anos, nem sabia cozinhar, a minha primeira semana foi muito difícil, chorei muito escondida no banheiro, mas queria mostrar pros meus pais que eu conseguiria me virar sozinha, e claro passei por muitos perrengues, São Paulo era tudo tão diferente, aprender a andar de ônibus e metro, na época não tinha smartphone, as modelos se guiavam por mapa e pra saber o ônibus que tinha que pegar, tinha que ligar num numero e dai então eu escrevia todos os ônibus que eu tinha que pegar durante um dia de castings.

E ainda tinha que conciliar todos castings e trabalhos com a escola, não era fácil… De manha ia pra escola já com a bolsa gigante preparada pra ir para os castings, às vezes me trocava no banheiro da escola mesmo, engolia um cachorro quente na esquina e corria pra dar tempo de fazer todos os apontamentos do dia. Naquela época tinha bastante casting por dia, tinha que carregar sempre o book (superpesado) um sapato de salto, o mapa de SP, e alguma coisa pra comer no caminho entre um ônibus e outro.

Vivendo em Londres atualmente, e já tendo atuado em mercados como na África do Sul, Alemanha, Miami e Nova York, quais são as principais diferenças que você pode observar entre o mercado da moda entre esses países? Qual é o seu estilo preferido?

Cada lugar e diferente, eu sempre que ia pra lugar novo, observava as outras modelos e logo me adaptava ao estilo e a maneira de cada cliente trabalhar. Eu adoro trabalhar aqui em Londres, e fácil, e não tem a barreira da língua, uma vez passei uma semana trabalhando no norte da França, só o fotografo falava um pouco de inglês, passei 1 semana calada praticamente (risos). Já estava desesperada pra falar, quando acabava o trabalho, eu ligava pra minha mãe e dizia: me conta qualquer coisa, preciso conversar.

Foto: Divulgação/12 ML Comunicação

O Brasil é um país bastante conhecido por ser a nascente de várias modelos de sucesso, como Isabelli Fontana, Alessandra Ambrosio, e até mesmo Gisele Bündchen. Sendo natural daqui, você acha que voltaria a trabalhar em solo brasileiro algum dia, ou experimentaria outra direção artística como atriz?

Adoraria voltar mais vezes a trabalho e sim, eu me arriscaria como atriz.

Falando ainda sobre as modelos, como é o tramite para uma profissional brasileira ir procurar trabalho em outros lugares? Como foi sua ida para Londres?

Quando eu fui a Londres eu estava morando em NY e pedi a meu agente no Brasil conseguir entrevistas nas agências em Londres, eu fiz vários apontamentos e no fim do dia ele me mandou a lista das agencias que tinham gostado de mim e tinham interesse em trabalhar comigo, então eu escolhi a que mais me identifiquei.

Do que mais sente saudades da cultura brasileira e o que você mais gostou do povo londrino?

Eu sinto saudades do meu arroz e feijão todo dia. Amo! O que mais amo aqui é a educação das pessoas, eu acho o povo daqui bem educado e amigável.

Foto: Divulgação/12 ML Comunicação

Mãe do Gabriel, você costuma mostrar também como divide sua vida entre o lado do trabalho e o da maternidade. O que se tornar mãe mudou na sua vida, tanto em questões de significados como de sentimentos?

A vida muda completamente! Fazer a mala e viajar pra mim, nunca foi um problema, sempre curti muito, hoje em dia, fazer a mala pra mim já e uma dor! Ficar sem ele por 20 dias, aconteceu isso agora na minha última viagem a trabalho, foi uma das tarefas mais difíceis que já fiz, mas ao mesmo tempo, o fato de ser mãe, me empurra e me dá forças, quando penso que não consigo mais, sempre penso nele e me sinto a mulher mais poderosa do mundo.

Casa com o empresário esportivo Jack Guidolin, você também é atleta do BrazUKa, um time que apesar de ser do Reino Unido tem aparentemente uma participação muito grande do Brasil. Como é a sua participação no time e a representação do nosso país do football internacional, nesse caso?

Eu treino duas vezes por semana com as meninas, quando não estou viajando a trabalho, adoro fazer parte do time e pra ser sincera, não imaginava que tinha tanta brasileira  que gostava de jogar bola assim

Devido à pandemia do novo coronavírus que levou recentemente mais de 1 milhão de pessoas ao óbito no mundo inteiro, vários eventos mundiais foram paralisados. O mercado da moda também sofreu com esse impacto? Quais serão seus próximos passos após essa pandemia?

Sofreu bastante, muita gente durante o lockdown passou a comprar menos, muitas marcas pararam de fazer os shootings e as que ainda sim faziam, mandavam roupas pra gente fotografar de forma simples em casa com o próprio celular. Eu praticamente ja voltei a viajar, eu acredito que tudo esta voltando aos poucos.