A cantora e compositora goiana Sarah Abdala lança uma sessão ao vivo para “Cavalgada”, faixa que lançou em 2017 em seu disco “Oeste”, em uma nova sonoridade. Dialogando com novo álbum, “Pueblo”, onde apresenta novas camadas sonoras e uma identidade latino americana, a versão ao vivo faz parte de uma série e está disponível no canal da artista no YouTube.

A música é embebida em uma mensagem forte, de pertencimento e de jornada. Muito mais do que chegar a algum lugar, também é importante considerar quais foram os caminhos que levaram até lá. É essa reflexão que Sarah faz criando uma relação com a nova fase de seu trabalho.

Recentemente, você lançou uma versão ao vivo de “Cavalgada”, lançada originalmente em 2017. O que a fez querer voltar a ela depois de três anos e qual a importância dessa música em sua carreira?

Essa música é uma das faixas principais de Oeste. Uma das fortes canções do disco. Todos que escutaram o álbum, marcam ela como uma das preferidas. Além disso, considero Cavalgada uma obra irmã das faixas de Pueblo. Por isso escolhemos essa faixa para ser lançada com uma versão ao vivo.

Apresentando novas camadas sonoras e uma identidade latino-americana, como foi a produção do novo álbum “Puebo”, e o que a fez explorar esse contexto?

O que me fez explorar esse contexto, como temática do álbum, foi minha relação com a história da América Latina. Me interesso muito sobre o tema e me dediquei estudando a nossa história mais profundamente. A partir disso quis criar um universo musical que unisse a viola, vozes, guitarras e synths. Então, comecei a construir o álbum, gravado 80% no meu estúdio e em home studios de músicos convidados.

A música “Cavalgada” traz uma mensagem forte de pertencimento e de jornada. Esse tema é baseado em uma experiência própria sua?

Eu sempre estou em busca de algo, seja pessoalmente ou profissionalmente, mas ao mesmo tempo me sinto uma estranha em determinados meios. Então, essa música me traz algumas sensações pessoais de não pertencimento, que vivencio desde muito nova.

Além dessa música, que outras faixas e sucessos poderemos esperar nesse novo projeto?

Soltamos três faixas em vídeo (Seio Azul, Cavalgada e Migrante), 3 faixas para streaming (Seio Azul, Migrante e Oração Para As Américas). Considero que já encerramos esse ciclo e não pretendo lançar mais nenhuma música desse projeto.

Quais são seus planos para depois da quarentena?

Depois da quarentena os meus planos profissionais são de soltar um novo álbum, que já estou em fase de pré-produção. Mas vai ser só para 2021. E para esse segundo semestre temos planos de lançar uma versão, que uma rádio me convidou para gravar, de um artista brasileiro que ainda não posso dizer o nome. (risos)