Na dublagem desde os seis anos de idade, Isabella Simi já realizou diversos trabalhos tanto no cinema como em seriados. Fazendo seu primeiro curso de dublagem aos 15 anos no Beck Studios, com a dubladora Maíra Góes, Simi já emprestou sua voz em “Alita: Anjo de Combate”, Heather em “Stranger Things”, e Alix Kubdel em “Miraculous – As Aventuras de Ladybug”. Confira a entrevista e venha conhecer um pouco mais sobre sua trajetória!

Para quem ainda não a conhece, conte-nos um pouco sobre seu começo como atriz e dubladora?

Eu tenho contato com arte desde sempre. Comecei no teatro aos 6 anos. Aos 15, fiz meu primeiro curso de dublagem no Beck Studios com a Maíra Góes, dubladora da Dory de Procurando Nemo. Logo de cara me apaixonei completamente por esse mundo. Foi nesse mesmo ano que fiz meu primeiro trabalho como dubladora. Lembro até hoje: fiz a personagem Tina no filme “Sam, meu amigo mágico”, para o canal Gloob. Também fiz cursos com outros dubladores, como Luiz Carlos Persy e Ronaldo Júlio. Continuei estudando teatro paralelamente na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e no Teatro O Tablado. Com 16 anos, tirei meu registro profissional e desde então venho trabalhando em vários estúdios de dublagem no Rio de Janeiro.

Considerado um grande sucesso entre o público, como foi fazer a série Stranger Things e o que mudou em sua carreira depois dela?

Eu já era muito fã da série, então fiquei feliz demais quando soube que ia dublar. A Heather, personagem que eu fiz na terceira temporada, teve uma participação que me surpreendeu e repercutiu mais do que eu imaginava. O público teve uma reação muito positiva. Recebo muitas mensagens sobre ela e até convites para participar de entrevistas e lives sobre Stranger Things. Sempre vou considerá-la uma personagem marcante na minha carreira. Geralmente, nós dublamos bem antes da estreia e, diferente do teatro, não temos plateia, aplausos ou vaias. Não temos resposta imediata do público. Apenas fazemos nosso melhor para entregar um trabalho de qualidade. Por isso, é sempre gratificante quando o público demonstra reconhecimento.

Foto: Reprodução/Instagram

O filme Alita lançado no ano passado trouxe a história de ação sobre de uma ciborgue abandonada em um ferro-velho. Como foi participar desse projeto?

A Alita foi minha primeira protagonista de cinema. Desde o teste, já senti uma responsabilidade grande, apesar de não imaginar que pudesse ser aprovada (rs). Fiquei nervosa até o início da gravação, mas depois que fui mergulhando na personagem, consegui me conectar totalmente com ela e fiquei encantada. Ela é uma personagem forte, cheia de nuances de interpretação e muito desafiadora, do jeito que eu gosto (rs). O processo todo foi muito intenso e de muito aprendizado. Participar de uma produção grande, bem feita e impactante como essa foi um privilégio.

Considerado um fenômeno pelo público infantil, “As Aventuras de Ladybug” conseguiu conquistar várias crianças pelo canal Gloob, onde você fez a voz de Alix Kubdel. Você recebe muito carinho por parte dos fãs da série?

Sim, principalmente de crianças e adolescentes. Esse é um público maravilhoso, participativo, que reage de forma genuína e demonstra carinho da maneira mais pura e intensa. Eu amo Ladybug e amo dublar a Alix. Foi uma das primeiras personagens grandes que eu fiz e é a personagem que eu dublo há mais tempo. No início, acho que ninguém (da equipe de dublagem) sabia que ia ser esse sucesso. Foi uma surpresa muito boa. É outra personagem que sempre vou guardar com muito carinho.

Qual você considera o maior março de sua carreira na dublagem?

A dublagem da Alita. Esse filme foi um divisor de águas na minha carreira, sem dúvida alguma. Meu trabalho ganhou mais visibilidade do público e dos meus colegas de dublagem e eu ganhei mais experiência e ferramentas para continuar me aprimorando. É muito emocionante ver seu trabalho numa tela enorme de cinema, com aquele som maravilhoso, poder chamar sua família e seus amigos para assistir… tem uma magia especial nisso. Passou um filminho na cabeça, lembrei da infância, dos meus sonhos, de como eu queria estar ali vivendo aquele momento…, mas, ao mesmo tempo, a responsabilidade que essa experiência trouxe me fez amadurecer muito como artista e reforçar os valores nos quais eu sempre acreditei: humildade, postura, ética e seriedade no trabalho e na vida.