Muito se fala sobre como o coronavírus vai mudar as vidas das pessoas, sobre como a sociedade vai rever valores e mudar hábitos, atuando mais no coletivo, com mais fraternidade. Mas para o astrólogo e tarólogo Danilo Schwarz as cartas dizem que nem todos irão aprender e evoluir.

Paulista, de 29 anos, Danilo Schwarz é tarólogo, astrólogo e escritor há mais de 10 anos com pós-graduação em Psicanálise com extensões em Psicologia Infantil e Arteterapia. Para ele, o Tarot e a Astrologia podem libertar as pessoas, trazendo informações do inconsciente e também respostas espirituais a tona, orientando e ajudando a superar os desafios que a vida apresenta.

Em 2015 escreveu o livro de receitas “Ogras & Veganas” revolucionando a forma de como o veganismo é visto pelas pessoas. Atualmente trabalha com leitura de tarot, mapa astral e mapa numerológico. Já realizou atendimentos para figuras públicas como: Caroline Patatt, Davi Bandeira, Tchelo Gomez, Giordana Serrano, Clara Averbuck, Rafinha Viscardi, entre outros. Neste segundo semestre de 2020 Danilo se prepara para lançar seu segundo livro, uma história voltada para o público infantil mas que pode ser consumida por todos. Se trata da obra “A ponte do arco-íris”, uma história que narra a relação entre vida e morte dos animais.

Nesse ano, a pandemia do novo coronavírus conseguiu paralisar todos os projetos que o mundo tinha planejado. Quais os primeiros passos que você acredita que as pessoas terão após a normalização?

O ponto de partida é ter consciência de que os efeitos da pandemia devem durar quase dois anos, pois a Organização Mundial de Saúde calcula que sejam necessários pelo menos 18 meses para haver uma vacina contra o novo. Isso significa que os países devem alternar períodos de abertura e isolamento durante esse período. Sendo assim, é um pouco complicado falar de normalização, já que não sabemos de fato, como será o novo normal.

Muito se fala sobre como o mundo ficará após a extinção da pandemia, realmente acredita que possamos continuar vivendo normalmente como éramos antes?

Não podemos e nem devemos continuar vivendo normalmente como éramos antes. O planeta está passando por uma transformação gigantesca e é nosso dever acompanhar essa evolução. Viver diferente de antes é viver com empatia, amor ao próximo e reavaliação de valores pessoas e mundiais.

Além dos malefícios a saúde provocados pelo vírus, acredita que esse acontecimento possa ter nos ensinado algo de bom?

Acredito que está ensinando ao ser humano a ter empatia. O amor ao próximo, já que a preservação pessoal é a garantia de vida do outro. Pensar coletivamente.

Como você enxerga o mundo pós-pandemia de um modo geral, sendo que em outras vezes na nossa história, os humanos já teriam passado por situações assim, como na peste negra e em outras doenças?

Como você mesmo citou a peste negra como exemplo, o mundo sempre passou e sempre passará por transformações avassaladoras por meio de pandemias. O mundo pós-pandemia moderno é um mundo onde os benefícios da tecnologia e da internet serão melhor aproveitados, com a melhor implementação do Home Office e consultas virtuais.

Alguns trabalhadores e outros recursos tiveram que ser implantados para garantir a segurança da população nesse período, assim como o Home Office. Acredita que esse tendência se manterá nas empresas após a pandemia?

Sim. A implementação do Home Office será tendência para as  empresas após a pandemia.

Muito se fala sobre os valores de empatia que poderão está sendo adquiridos nesse momento. Como o senhor enxerga essa afirmação?

As pessoas (não todas e nem a maioria) estão começando a entender sobre o “pensar coletivamente”, pensar na sua própria saúde e na saúde do outro. A pandemia ensina que se o outro fica doente maior a probabilidade de você ficar também. Se você se preserva, preserva a vida do outro também.

Você também chegou a afirmar que muitas pessoas tentam fugir do autodesenvolvimento, dizendo que essa resistência era natural. Por qual motivo isso acontece?

Isso acontece porque tudo o que pede por mudança pessoal gera medo e insegurança. As pessoas costumam fugir do que sentem medo e do que exige que saiam de suas zonas de conforto.

Já se ouvem muitas pessoas desenvolvendo um preconceito contra a astrologia. Você também vê isso? Como foi que surgiu o seu interesse por essa ciência?

Particularmente eu acredito que o interesse na Astrologia está aumentando. As pessoas tem preconceito sobre tudo aquilo de que não conhecem (do novo) e também do que os olhos não podem ver, mas muitos estão se abrindo cada vez mais e buscando maneiras de progredirem aqui na Terra e utilizar a Astrologia é uma ótima maneira. A Astrologia e o Tarot andam juntos comigo há muitos anos, porque desde muito novo compreendi a necessidade de evolução pessoal e de que é minha responsabilidade auxiliar outras pessoas em suas evoluções pessoais.

Existem muitos relatos sobre golpistas ou até mesmo astrólogos que utilizem o universo místico apenas como uma forma de enriquecimento. Como essas pessoas conseguem enganar seus clientes e quais os cuidados que devemos ter para fugir delas? A influência da religião também está ligada à tudo isso?

Essas pessoas utilizam da fragilidade emocional da pessoa para prometer mudanças gigantescas sem nenhum esforço por parte dela, precisando apenas de uma enorme quantia de dinheiro. Ou seja, os golpistas aproveitam o desespero e agonia das pessoas, prometem-lhe a resolução de todos os seus problemas em troca de dinheiro e a pessoa que está desesperada aceita. O resultado obviamente não chega. A influência da religião infelizmente está ligada, pois muitos se auto intitulam tarólogo ou astrólogo quando na verdade utilizam seus conhecimentos (ou não) em religiões para fazerem seus trabalhos. Como a mudança deve partir sempre da pessoa e não do universo em si, as coisas não melhoram e a pessoa fica traumatizada com a experiência.

A cultura popular costuma mostrar em seus filmes e séries que o tarot é capaz de apresentar o futuro, porém, você mesmo chegou a desmentir isso. A cultura popular realmente fantasia essa ciência?

A cultura popular mostra de forma exagerada, porém, não errada. O Tarot é capaz de apresentar o futuro próximo, mas deve ser utilizado principalmente para o Auto Conhecimento, desvendando as verdades e mentiras, dando orientações pessoais e abrindo os caminhos e alternativas na vida do consulente. Quando falo de futuro próximo, falo de acontecimentos que estão predestinados a acontecer graças as tendências comportamentais da pessoa que geraram a situação futura. Como todos nós temos Livre Arbítrio, o futuro pode ser modificado com facilidade e frequência, já que cada ação nossa ou do outro pode modificar acontecimentos futuros. Então sim, podemos prever acontecimentos futuros com o Tarot, mas precisamos focar principalmente no presente.

O seu trabalho faz muito sucesso na internet, com mais de 122 mil seguidores no Instagram. A que se deve todo esse sucesso com os internautas? O interesse por astrologia vem crescendo muito?

Acredito que as pessoas se identificam com a forma que me expresso, com o conteúdo que apresento e acima de tudo a maneira de como esse conteúdo é apresentado, de forma leve, objetiva e informativa. Meu relacionamento e entrosamento com meus seguidores é muito forte, eles sabem que podem contar comigo e sei que posso contar com eles. O interesse pela astrologia vem sim, crescendo. Inclusive algumas pessoas que me seguem me enviam mensagens contando que apenas de encontrar o meu Instagram, tiveram seus olhos abertos e interesses despertados na Astrologia e Tarot.

Ainda esse ano, você está se preparando para lançar seu segundo livro, “A ponte do Arco-Íris”, que contará com a participação da artista Luna Buschinelli. Como está sendo essa parceria e quais são as expectativas para o projeto?

Esse é um projeto muito especial para mim. A Luna Buschinelli é uma artista incrível e está transmitindo muito sentimento em cada uma das ilustrações. “A Ponte do Arco-Íris“ é uma estória inovadora, para todas as idades, e retrata a morte dos animais de estimação de maneira informativa e aconchegante.