Prestes a estrear no seu mais novo projeto como atriz, Fernanda Aymoré tem uma história bastante interessante sobre como chegou até as artes cênicas. Vindo de uma ligação que existia desde pequena, iniciou o seu trabalho como fisioterapeuta, ficando durante anos na profissão, até que decidiu mudar o rumo da sua vida por algo que amava.

Produzido pela Linha Produções, a nova série “Ellas” será lançada na próxima sexta-feira (12) no YouTube, e terá Fernanda e Isadora Gondim atuando juntos numa experiência que envolverá uma nova história de amor.

Para o público conhecer melhor sobre esse novo projeto que está sendo gravado a distância devido à pandemia do coronavírus, a atriz deu uma entrevista exclusiva à Luca Moreira. Confira!

Marcada para estrear na semana que vem, como estão suas expectativas para a série “Ellas”?

Frio na barriga total. Nós estamos gostando tanto de gravar, nos divertindo, nos emocionando, estamos muito empolgadas. E com isso vem toda a ansiedade de como o público vai nos recepcionar e abraçar essa história junto com a gente.

Nesses últimos tempos, o mundo está passando por mementos difíceis devido a pandemia. Você acha importante estarmos conseguindo investir no entretenimento para o público?

Extremamente importante. A arte é um serviço essencial. Acho que muitas pessoas estão finalmente percebendo aquela máxima de: “a arte salva”. Pois ela não salva somente a nós, artistas, salva quem nos assiste também. Fico muito feliz de estar nesse projeto com mulheres tão incríveis e assim poder proporcionar alegrias e entretenimento para muitas pessoas.

Foto: Reprodução/Instagram

O que os fãs podem esperar desse novo projeto?

Risadas, conflitos, choros e muitos momentos fofos! (risos) Mas acho que principalmente uma linda história de amor.

Ultimamente estamos passando por momentos difíceis no mundo, sendo que a série teve que ser inteiramente gravada à distância. Esses métodos trouxeram novos desafios para você?

Com certeza! Nunca tinha sido dirigida à distância, nunca tinha contracenado com uma pessoa sem ao menos conhecê-la. Tudo isso me gerou uma ansiedade, mas a partir do primeiro momento que todas nós conversamos e eu e a Isa gravamos o 1º episódio, essa ansiedade se desfez. Mas acho que a minha maior dificuldade foi saber me enquadrar direito no celular, vivia cortando uma parte da cabeça…  (risos).

Poderia nos contar um pouco sobre como foi a sua entrada na Linha Produções e no elenco da série?

Um amigo em comum me indicou, o Carlos Matheus do canal Berinjela Mecânica. Recebi o roteiro e me apaixonei.

Como é trabalhar com Thaiane Soares?

Simplesmente maravilhoso. Sem demagogia. A Thaiane passa uma tranquilidade, ela é gentil, paciente e uma diretora/produtora/roteirista incrível. Consegue ser muita clara com a gente, mesmo à distância. E sempre nos deixa muito à vontade.

Tratando sobre a temática LGBTQ+, como você acredita que tem sido a recepção do público em relação à produção?

Até agora só vi elogios e todas as pessoas com muita expectativa em relação à estreia. Graças a Deus as pessoas com quem eu convivo e que acompanham a minha carreira são pessoas de mente aberta, então até agora só ouvi elogios.

Foto: Reprodução/Instagram

Você é formada e chegou a trabalhar com fisioterapia. O que a fez migrar de uma área tão distinta para a profissão de atriz?

Desde novinha sempre amei a arte, gostava de escrever poesias, de atuar nas peças de escola, mas a vida acabou me levando pra área da saúde (que também era uma paixão). Mas depois de anos trabalhando, percebi que não podia mais ignorar meu chamado da alma, eu não conseguia mais me imaginar fazendo outra coisa se não atuar, então joguei tudo pro alto e parti pra esse novo desafio. Graças a Deus meus pais sempre me apoiaram em tudo e me ajudaram muito.

Quais são as maiores dificuldades na vida de um artista no Rio de Janeiro?

Ser artista no Brasil, em geral, não tem sido fácil, financeiramente falando. Não é fácil nos manter. No Rio de Janeiro, especificamente, o fato do nosso governo não se importar com cultura, faz com que tenhamos sempre que tirar dinheiro do próprio bolso para conseguirmos produzir conteúdo. Meu sonho e parte da minha luta é que um dia tenhamos alguém que invista de verdade na gente, que nos enxergue como “serviço essencial”.

O que os fãs podem esperar de “Ellas”?

O que os fãs podem esperar de “Ellas”? Uma história de amor. Com certeza uma história de amor. Uma descobrindo o amor pela primeira vez e a outra redescobrindo o que é amar.