Já se passaram alguns meses desde que o novo coronavírus chegou de surpresa em nossas vidas. O caso que começou com um morcego contaminado voou pelo mundo e fez mais de 317 mil mortes e mais de 4 milhões de afetados. A contaminação está acontecendo de maneira desenfreada por todos os países, e só no Brasil já se tornou normal se contabilizar mais de 100 mortes por dia. Eles podem estar em qualquer lugar, na sua calçada, no supermercado e até mesmo há poucos metros de você. O mundo todo parou, tanto na economia, como na vida das pessoas. Eventos foram adiados, compromissos remarcados e até milhares de empresas fecharam suas portas, dando fim há anos de tradições. A cada dia que se passa podemos pensar em como e quando iremos retornar a nossas vidas normais, acordando e tendo algum lugar para ir exercendo nossas profissões ou estando novamente na companhia de colegas e familiares.

Enquanto uma grande parte da população está parada e se protegendo em suas casas, outra parcela do mundo luta para obter resultados, como os enfermeiros e profissionais da linha de frente, que estão passando por um momento que provavelmente nunca sonharam. A população está em uma balança onde precisam medir o valor de suas economias em comparação com a sua própria vida. Existem diversas previsões para o fim da quarentena, porém essa hora ainda é incerta. A verdade é que independente da flexibilização e da autorização para reabertura de lojas e restabelecimento do convívio social, sem um método que elimine de vez o vírus, nada impedirá que ele continue se proliferando, e talvez em uma velocidade ainda maior, se considerarmos a proporção de pessoas nas ruas. Esse é o momento em que o mundo mais vai precisar de ajuda. Podemos estar retornando a épocas de grandes contaminações como em 1343 com a Peste Negra na Europa, onde milhões de pessoas perderam suas vidas por um vírus que assombrou a Europa inteira.

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A vida dos habitantes vai demorar algum tempo para retornar ao normal, tanto pelos costumes de suas rotinas, como o processo de reinventar suas ideias e tentarem reconstruir suas vidas até que cheguem ao ponto em que estavam anteriormente. O movimento contra a COVID19 vai ter que continuar, e dessa vez com uma responsabilidade ainda maior, porque agora estarão sozinhos. Se não nos controlarmos e mantermos o máximo de segurança conosco, não haverá leis ou lockdowns que parem essa pandemia. Há quanto tempo não tínhamos registros de um ano como está sendo o de 2020, e quantos ainda poderão haver em decorrência desse. A ciência do mundo inteiro terá que batalhar e se arriscar como nunca nesse século para conseguirem de certa forma salvar vidas, isso tudo ao meio do caos que tem tomado conta da população. Pesquisas e artigos com o tema de passatempos ou atividades para fazer durante a quarentena tem tomado conta de todos os sites de notícias, tudo para tentar criar uma imagem de um ambiente de vida e cotidiano, que já era a nossa casa.

O descanso e a folga já não estão mais se tornando sinônimos do lar. O que muitos estão procurando fazer é fantasiar de uma forma natural o dia-a-dia em seu ambiente doméstico. As empresas e as instituições de ensino de todas as classificações estão tende que derrubar barreira rapidamente para conseguiram manter sua produtividade a um nível aceitável. De uma coisa é certa, esse futuro que no decorrer dos últimos anos já estava sendo considerado naturalmente uma forma de emprego para a vida profissional de muitos trabalhadores, hoje está deixando de ser opcional e se tornando algo inevitável. Uma matéria publicada em 2015 pela Hypeness afirmava que naquele ano cerca de 12 milhões de pessoas nesse modo de trabalho, atualmente deve ter triplicado. O jornalismo, os setores de administração e os demais departamentos de comunicação está trabalhando como nunca. A cada segundo os números sobem nessa quarentena. O mundo precisa reagir positivamente a essa pandemia e lutar para que o inevitável seja evitado.