Entre diversos sucessos em sua carreira, a dubladora Bruna Laynes tem uma voz que marcou diversas gerações de público. A atriz que é filha de um dos maiores dubladores do Brasil, já possui vários anos na dublagem, assumindo papeis em títulos como “Eu, a Patroa e as Crianças”, “As Visões de Raven”, “Phineas e Ferb”, “Bolt – Supercão” e a trilogia “Meu Malvado Favorito” interpretando a Margô. Confira a entrevista!

Como dezenas de trabalhos no currículo, pode nos contar um pouco sobre como foi seu começo na dublagem?

Eu sempre andava pelos estúdios com meu pai, quando era criança. Ia para eventos de anime, onde ele se apresentava e falava um pouco sobre a dublagem. E sempre achei esse universo muito maravilhoso!

Quando tive idade suficiente (lá pelos 7/8 anos), fui fazer curso de teatro e de dublagem e me apaixonei de vez.

Um dos seus grandes sucessos é o filme “Meu Malvado Favorito”, onde dublou a Margô. Como foi trabalhar nesse projeto?

Foi INCRÍVEL!  Se eu lembro bem, foi um dos ou o primeiro filme de cinema a fazer tanto sucesso, sem ser da Disney. E ele abriu as portas para muitos outros tão maravilhosos quanto. Eu sempre amei fazer a Margo. A relação que ela tem com as irmãs e o Gru é muito fofinha!

Um pouco antes de estrear aqui, eu estava na Disney e consegui comprar uma pelúcia gigante dela. Fui toda feliz para a pré-estreia com uma boneca do meu tamanho. (Risos)

Foto: Reprodução/Instagram

Sendo uma das séries clássicas da televisão aberta, “Eu, a Patroa e as Crianças” trouxe a você o papel do Franklin. Nesse caso, o fato do personagem ser masculino trouxe alguma dificuldade?

O Franklin era muito difícil para mim. Não por ser menino e sim porque ele falava muitas coisas difíceis, por ser tão inteligente. E como eu estava com 11/12 anos, não conseguia acompanhar o raciocínio dele. O Peterson Adriano (que dirigia a série) me ajudava com as intenções das falas. Eu amava muito fazer ele!

Atualmente na Netflix, “Go Viva do Seu Jeito” virou um fenômeno entre crianças e adolescentes por ser uma série musical. Como foi dar voz a Mía?

Foi fantástico! A Mia e uma fofa! Adoro que ela sempre faz o que é certo, mesmo que deixe ela muito confusa as vezes. Estou doida para que ela se decida entre o Juama e o Álvaro. Acho fofa a relação que ela tem com o Ramiro e gosto muito das músicas também.

Outro seriado que marcou muito a infância do público foi “Phineas e Ferb” do Disney Channel. Sente saudades da época em que fazia a Isabella?

Sinto muita falta da Isabella. Eu achava incrível que 3 meses de férias durassem tanto tempo. Me divertia muito fazendo.

Em alguns trabalhos, você se tornou a dubladora oficial da Bella Thorne. Como é a sua experiência com essa atriz?

A Bella só trouxe coisa boa para minha vida! Eu comecei a dublar ela em Big Love (amor imenso). Na verdade, eu dublava outra atriz só que em algum momento a Bella Thorne entrou no lugar dessa atriz e eu continuei fazendo a personagem.

Depois veio o “No Ritmo”, que foi um presentão para mim. Para sempre amei comédia e sonhava em fazer alguma série da Disney tipo Hannah Montana. E graças a ela eu conheci a Flora Paulita, dubladora de São Paulo. Mais ou menos em 2014 eu fui para lá dublar a Bella no “Alexandre e o dia terrível, horrível, espantoso e horroroso” e encontrei a Flora na recepção. Foi amizade à primeira vista.

Filha de um dos maiores dubladores do Brasil, Manolo Rey, como é a influência do seu pai em na sua carreira?

Acaba sendo muito grande. Ele é meu ídolo! Me inspiro muito nele para muita coisa. Se não fosse por ele dublar, acho que eu nem teria interesse no meio. Um filme que eu assisti ele fazendo e me motivou muito a entrar para a dublagem foi “Anjos da Vida”. Assisto esse filme até hoje.