Nascido no Rio de Janeiro, Lucas Paiva aprendeu desde muito cedo a lidar com mudanças, despedidas e a se reinventar em diferentes lugares e culturas. Com 11 anos, deixou o Brasil para acompanhar seus pais e morou em países como Canadá, Argentina, Inglaterra e Estados Unidos, onde descobriu sua paixão pela música. Aos 15 anos, escreveu sua primeira canção “Can’t Say GoodBye”, canção que faz parte de seu primeiro álbum “Scape New York City”, e nunca mais parou de criar canções e melodias.

Em 2017, retornou ao Brasil para perseguir seu sonho de viver na música. Agora, com 23 anos, firmou parceria com a Live Talentos, lançou seu álbum em todas as plataformas digitais e se prepara para iniciar agenda de shows. “Scape New York City” explora o lado cantor, compositor e melodista de Lucas que assina todas as canções do projeto. “Inspiration”, música de trabalho, conta com mais de 1 milhão de views no Youtube, e acaba de entrar nas rádios de todo o país.

Foto: Reprodução/Instagram

Além do álbum, Lucas Paiva também tem outros projetos disponíveis nas plataformas digitais como “Alien Nation “com o DJ Pontifexx, e “How Long It Takes To Love”, com o duo de DJs Ona Beat. Ambas compostas e cantadas por ele e que juntas somam cerca de 700 mil streamings no Spotify.

Com grandes referências do rock internacional como Tom Petty, John Mayer e Oasis, além dos clássicos como Credence Clearwater Revival e também representantes do pop atual, como One Direction, a música de Lucas Paiva promete ocupar o seu espaço e apresentar um novo, surpreendente e completo artista.

Como foi o seu começo na música?

Eu comecei na música com 10 para 11 no Canadá. Na época eu estava na banda do colégio, o primeiro instrumento, assim que eu toquei, eu era muito ruim, era horrível. Era provavelmente o pior da classe, mas é foi minha primeira vez assim envolvido com a música.

Foto: Reprodução/Instagram

Com apenas 15 anos, escreveu sua primeira canção “Can´t say GoodBye”. Qual o significado dessa música hoje para você?

Eu escrevi a música sobre uma garota que eu conheci quando morava com 10 ou 11 anos no Canadá, e era uma garota que eu acho que eu senti uma falta dela. No meu último dia lá, eu falei para ela que gostava dela e ela falou que gostava de mim também, e isso sempre ficou na minha cabeça, mas aí eu já estava indo embora, deixei no último dia para falar que eu gostava dela, aí por alguma razão, 4 anos depois eu quando fui escrever minha primeira música lembrei dela.

O significado dessa música hoje para mim tem dois lados, ainda lembro da garota, ela foi o foco da música, mas só que tipo, o fato da música se chamar “Can’t Say GoodBye”, reflete um pouco, eu mudei várias vezes, de países, eu já morei quatro ou cinco países diferentes, mudei já 11/12 vezes, então a música quer dizer que eu não consigo dizer “tchau”. Hoje em dia eu vendo isso, eu sinto que só esse título mostra que eu tinha uma dificuldade de dizer adeus para as pessoas, quando ia de um país a outro me mudando.

Tendo morado em diversos lugares do mundo, acredita que a cultura que tenha absolvido nesses outros países seja uma importante influência na sua carreira musical?

Com certeza. O fato de eu criar esse negócio de fazer o primeiro álbum “Escape New York City”, segundo álbum vai ser “Escape São Paulo”. Essa ideia de fazer álbuns em diferentes países, veio dessas experiências que eu tive em lugares diferentes, de conhecer pessoas, eu gostei disso sabe tipo de ouvir as pessoas, acho que eu escuto melhor do que eu falo, eu deixo para falar na música. Gosto de aprender também sabe línguas novas…. Acho que eu ter morado em vários lugares diferentes com certeza é uma grande parte da minha carreira musical.

Foto: Reprodução/Instagram

O que o levou a produzir a música “Inspiration”?

O que aconteceu foi o seguinte: meu pai mostrou para um empresário um vídeo de eu cantando as Inspiration quando eu tinha 16 anos, logo depois de eu ter escrito ela mesmo. Eu escrevi bem nessa época 16,15, 17 talvez. Meu empresário falou: “velho, essa música é boa. Vamos gravar ela! ”, e eu não tinha a mínima noção que ela realmente era boa. Não era uma música que eu chegava e mostrava para as pessoas. As outras músicas do álbum eram músicas que mostrava e essa, eu nunca nem tinha pensado em mostrar para alguém, então foi, foi engraçado que ela virou single. Eu fiquei bastante surpreso, falei: “Nossa vocês gostam dessa música mesmo? ”, é engraçado, é uma das coisas que são mágicas da música, te surpreendem. Uma música que nunca pensava que alguém iria gostar mesmo, alguém gostou e achou bom gravar e colocar como single.

Então é uma música que eu gosto, foi muito bom produzir ela também, a gente produziu ela bem rápido, acho que foi umas três ou quatro sessões no estúdio só, e gravei o vocal em um take, e tipo nas outras músicas foram vários takes, sabe de voz. Tipo as outras eu fiquei 4h30m gravando vocal e nessa foi, antes de gravar, o produtor falou: “Lucas, vai lá gravar o vocal! ”, eu falei beleza, só deixa eu fumar um cigarro. Fumei um cigarro, aí eu entrei lá para cantar, eu cantei um take e ele falou “está ótimo, vai essa mesmo”, eu falei “nossa, tem certeza? ”, aí eu ouvi de volta e realmente não tinha ficado tão ruim. Foi um processo bem limpo e suave.

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Muito obrigado por me entrevistar Luca! Espero que no futuro a gente possa se conhecer em pessoa e agradeço muito a sua atenção. Espero que você tenha curtido as músicas e é isso cara muito obrigado mesmo pela oportunidade e até a próxima.