Sem dúvidas, uma das maiores doenças e sofrimentos da sociedade em seu período atual é  a depressão,  que leva muitos ao suicídios,  e tem sido classificada como a segunda maior causa de morte no mundo inteiro e a quarta no Brasil. Muito se é levantado sobre  o que leva uma pessoa a querer tirar a própria vida. Porém, já pararam para pensar que ao mesmo tempo que nos questionamos diante dos fatos apresentados, a negligência humana pode ser um dos maiores equívocos para o aumento desses casos com nossos jovens? Que a sua atitude e reação podem ser os responsáveis por salvar alguém que esteja entre a linha limite entre a vida e o abismo?

De acordo com uma publicação feita pelo Estado de São Paulo em setembro de 2018, a cada 45 minutos, um brasileiro comete um atentado contra sua própria vida, já no mundo, a situação é ainda mais alarmante, com um suicídio a cada 40 segundos. Mas o que será que está causando isso?

O ato do suicídio é considerado por suas vítimas como um experimento de alívio, pois ao acreditarem que são culpadas por todos os seus problemas em relação ao mundo, possuem a visão de que encontrarão na morte uma saída para suas frustrações. Nos minutos que antecedem esse ato, o pensamento dos portadores desse sentimento, passam por uma queda de autoestima, acreditando que não são bem-vindas ao mundo e que por isso são consideradas “desentendidas”.

Caso você encontre alguma pessoa passando por problemas que agravem um quadro de depressão ou comportamentos suicidas, é recomendado auxilia-lo com cautela, direcionando-o para uma ajuda psicológica. O CVV (Centro de Valorização da Vida), também disponibiliza o número 188 para quem precisar de um aconselhamento ou apenas de alguém para conversar.

Foto: Pixabay

As mídias para o bem e para o mal:

A série de ficção “13 Reasons Why”, produzida orginalmente pela Netflix, retrata um processo importante de ser entendido em relação ao suicídio: essa decisão não é imediata, e sim, ela vem de um grande acúmulo de situações e experiências que perseguem a vida dessa vítima.

Ainda esse ano, na Malásia, uma caso foi compartilhado entre os internautas, em que uma menina de 16 anos, realizou uma enquete em seu Instagram, onde perguntou aos seus seguidores se ela deveria se matar ou permanecer viva, e cerca de 69% das respostas, foi optando a levá-la ao suicídio, que aconteceu pouco depois da postagem.

 Para que possamos acabar com essa epidemia, e mais importante, preservar a vida humana, é necessário que cada pessoa se solidarialize e esteja disposta a ouvir aquele que está próximo, pois grande parte dessas vítimas não foram acudidas no momento em que estavam pondo a própria vida em risco.

Muitas vezes, por estarem cercados de uma tecnologia que tem uma presença excessivamente ativa, as mídias digitais acabam por possuir bastante influência na vida dessas pessoas, seja de forma conscientemente ou inconscientemente, e assim fazendo uma apologia a deepweb. A comunidade virtual tem o seu lado atraente e o seu lado obscuro.

Um caso muito conhecido em janeiro de 2013, foi o fenômeno “Baleia Azul”, que surgiu em uma rede social da Rússia, onde jovens eram orientados a se atormentarem psicológica e fisicamente, onde o seu destino final seria a morte forçada. Esse caso foi responsável por aproximadamente 100 casos de suicídio pelo mundo inteiro. No Brasil, o fenômeno teria deixado vítimas nas regiões de Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, entre outras regiões. Por um outro lado, no começo deste ano, o Instagram e o Facebook, liberou uma função onde a busca por assuntos relacionados ao suicídio, agora estão sendo protegidos pelo Instagram. Sempre que forem pesquisados, uma “ajuda” é oferecida às pessoas que possam supostamente estar passando por esses problemas. O aplicativo oferece ajuda como recursos de conversar com um amigo, contatar a central de valorização da vida e até mesmo dá dicas de como fazer para aproveitar a sua vida ao máximo.

Texto original de Luca Moreira para o jornal da Universidade Estácio de Sá.