“Deslembro” estreia nos cinemas dia 20 de junho

Dirigido por Flavia Castro, o filme participou da seleção oficial de Veneza e de Havana, ganhou o prêmio da crítica no Festivalde Biarritz e no Panorama Coisa de Cinema/Salvador, osprêmios de público e FIPRESCI no Festival do Rio, e Melhor Filme no Festival de Cinema Latino Americano de Pessac/Fr e no 21º Festival de Cinema Brasileiro em Paris.

DESLEMBRO é produzido por Walter Salles, Gisela B. Câmara e Flavia Castro, que também assina a direção do longa. Além dos prêmios acima mencionados, o filme obteve ótima repercussão na imprensa na participação festivais brasileiros e internacionais. O filme conta a história de uma adolescente que volta ao Brasil com a família, do exílio em Paris após decretada a anistia. Ao chegar ao Rio, Joana precisa se adaptar à cidade, da qual nada se lembra, e se aproximar da avó paterna para se lembrar da infância e do pai desaparecido durante a ditadura militar.

A diretora Flavia Castro nos indaga: “Como lembramos? Como funciona nossa capacidade de lembrar na adolescência, quando tudo tende para o futuro, e que a memória emerge e invade o presente”?

Foi durante a montagem do documentário Diário de uma busca (no qual retraço a trajetória do meu pai, militante e exilado político nos anos 70), absorta por testemunhos, cartas, diferenças entre as minhas lembranças com as de outros familiares, que surgiu a vontade de ir mais longe em um trabalho sobre a memória, diz Flavia Castro. Quando a infância foi uma sucessão de exílios, fugas, luto e lutas, como será, depois disso, esse momento de transição?

Para ir mais longe nessas questões, a ficção se impôs para a diretora que se interessou em mostrar a subjetividade da adolescente Joana: como ela sente, busca, sobrevive e se reinventa.

A produção de DESLEMBRO é da VideoFilmes, Flauk Filmes e Tacacá Filmes, com coprodução da Globo Filmes, Telecine, Canal Brasil e Imovision, e patrocínio da RioFilme, empresa da Prefeitura do Rio de Janeiro, além de ter José Alvarenga Jr. como produtor associado.

Joana é uma adolescente que se alimenta de literatura e rock. Ela mora em Paris com a família, quando a anistia é decretada no Brasil. De um dia para o outro, e à sua revelia, organiza-se a volta para o país do qual ela mal se lembra. No Rio de Janeiro, cidade onde nasceu e onde seu pai desapareceu nos porões do DOPS, seu passado ressurge. Nem tudo é real, nem tudo é imaginação, mas ao “lembrar”, Joana inscreve sua própria história no presente, na primeira pessoa.