Novo Surf estreia amanhã no Ceará

Batizado de Novo Surf, o Circuito Brasileiro de Surf Profissional foi completamente reformulado e a primeira etapa da temporada 2019 acontece entre 23 e 26 de maio na altura da praça D. Helder Câmara, praia do Futuro, Fortaleza (CE).

Serão quatro etapas em diferentes estados: Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Cada evento distribui R$ 100 mil em premiação, com equiparação de valores para as categorias Masculino e Feminino.

Em 2018, Jadson André e Larissa Santos sagraram-se campeões do tour da CBSurf, pioneiro na distribuição igualitária de premiação entre homens e mulheres no mundo.

Produzido pela equipe da Almasurf, o evento é o primeiro passo no sentido de modernizar a entidade, de trazer transparência aos seus processos de gestão e de promover o reencontro da modalidade com seus propósitos mais nobres, representados pela harmonia com a natureza e pela busca de uma vida melhor para todos.

Além de uma legítima celebração do estilo de vida dos surfistas, a reformulação do tour carrega em seu DNA objetivos sociais. Um deles é fortalecer a imagem do surf profissional brasileiro como formador de ídolos, inspirar jovens de todas as classes sociais e consolidar o esporte como uma importante ferramenta de inclusão social.

Entre as ações concretas já efetivadas pela CBSurf e por sua nova equipe de comunicação, estão a equiparação de valores de premiação para as categorias Masculino e Feminino, o atendimento eficiente e rápido às dúvidas dos atletas via canais digitais, uma estrutura física livre de qualquer tipo de plástico e a escolha da plataforma Sympla como mecanismo de inscrição online para as disputas.

Numa segunda frente, através de atividades paralelas às disputas dentro da água, a organização do circuito, em parceria com o Instituto Povo do Mar, que atua diretamente com as crianças carentes da região sede do campeonato, incluiu na programação ações sócio-ambientais, um campeonato de surf para as crianças locais e um mutirão de saúde.

“O objetivo final do projeto é superar a crise de representação e de gestão da confederação, reconquistar o respeito da comunidade do surf e recuperar sua licença social para operar (LSO), além de transformar a entidade em uma referência de compliance e boas práticas de governança corporativa para o Brasil e para o mundo e de estreitar os vínculos com as principais organizações de representação do segmento, como a WSL (World Surf League) e a ISA (International Surf Association), produtoras dos eventos classificatórios do ciclo olímpico”, afirma Romeu Andreatta, publisher da Almasurf e presidente da ABIEP, Associação Brasileira da Indústria e dos Esportes com Prancha.

Foto: Érico Frota