Anna Bagunceira destaca a importância do Dia Internacional da luta contra a homofobia

Exatamente há 29 anos, no dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS), declarou que a homossexualidade não poderia continuar na lista de distúrbios mentais da Classificação Internacional de Doenças por se tratar de personalidade e forma manifestação de cada indivíduo. Com isso, esse dia se tornou um marco histórico para a comunidade LGBTQ+ e é considerado hoje, o dia Internacional do Combate à Homofobia.

A homofobia ainda é um preconceito enfrentado pela comunidade LGBTQ+ e causador de grandes perdas e tragédias envolvendo homossexuais no Brasil e no mundo. A youtuber Anna Bagunceira pertence à comunidade e é referência para grande parte do público da internet por abordar a representatividade em seu canal do youtube.

Conquistando mais de 190 mil inscritos, a youtuber apresenta exemplos do audiovisual e da música por meio dos vídeos, reagindo e abordando o tema. O assunto também é frisado com frequência em outros vídeos não específicos, contribuindo também para o alcance do público LGBTQ+ a partir dessa forma de identificação.

Foto: Divulgação

Ainda na luta de aprovação da lei que poderá criminalizar a homofobia e transfobia, um número grande de pessoas ainda enfrentam xingamentos, ou agressões, de forma pública ou não. De acordo com os últimos dados registrados em 2017 pelo Disque 100, serviço de utilidade pública da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), houveram 1720 violações contra pessoas da comunidade LGBTQ+ no Brasil. Nas redes sociais é recorrentes os diferentes tipos de manifestações homofóbicas diárias vividas pela comunidade.

Fãs da youtuber já passaram por situações constrangedoras e foram vítimas de agressões por pertencerem à comunidade LGBTQ+. A youtuber afirma já ter recebido mensagens de alguns deles contando a história e buscando ajuda. “Muitas das vezes eu não tenho o que fazer. Alguns moram há quilômetros de mim e eu não conheço a família, mas eu sempre tento aconselhar e orientá-los a procurar a polícia ou a própria família, entre outros recursos como psicólogos, grupos e apoio e amigos que possam ajudar, mas nunca fechar as portas para a própria existência, e sim, lutar por ela”, conta.

Anna ainda completa: “Ainda estamos em uma luta contra esse preconceito e essas manifestações agressivas. Me dói ver meus ‘bagunceiros’ vivenciando algo assim só por serem eles, só por amarem alguém do mesmo sexo. Eu quero lutar não só por mim, mas por eles principalmente”.