“É impossível ter uma relação saudável com o feminino se isto não começar pelo relacionamento com a mãe”, afirma Carol Teixeira

Ao se tornar mãe uma vida se transforma para sempre, mas não apenas a vida daquela mulher, como também de seus filhos. Inegavelmente a relação mais importante para a constituição do ser humano é a relação entre mãe e filho, e apesar de ser uma relação idealizada desde a antiguidade como sagrada, em geral, não é fácil ser mãe nem ser filho.

A terapeuta tântrica e filósofa Carol Teixeira fala sobre a importância do relacionamento com a mãe e de como isto afeta a cada mulher em suas vidas e na expressão de sua feminilidade: “não tem como a gente falar de feminino sem falar da mãe. A primeira relação que temos com feminino é a mãe, então uma relação com a nossa mãe que não está saudável afeta a forma como nos relacionamos com o feminino”.

Para além de toda idealização de um convívio perfeito, Carol Teixeira mostra que é preciso resolver pendências no relacionamento com a mãe para conseguir se relacionar consigo mesma e com o feminino: “uma relação bem desenvolvida com nossas mães não significa necessariamente amar a mãe e achar que ela é perfeita, que tudo está maravilhoso. Mas dada a importância e significado desse relacionamento com a mãe, é preciso resolver os possíveis conflitos que estão atrapalhando a ambas”.

Carol Teixeira é criadora do ‘I Love My Pussy’, que trabalha o empoderamento através do resgate do feminino, da autoconfiança e da ressignificação da relação da mulher com seu corpo: “uma das dinâmicas que eu realizo nos meus cursos é de escrever uma carta para a mãe e falar ali tudo que precisa ser dito, até mesmos coisas que talvez nunca tenham sido colocadas pra fora. Então elas escrevem de um lado da folha esse desabafo e do outro lado a possível resposta da mãe e também aquilo que elas gostariam de ouvir das suas mães. Esse exercício as aproxima de suas mães, cria empatia e no fim das contas, embora não seja o objetivo, muitas acabam entregando essas cartas para as mães e criando uma via de diálogo que talvez elas nunca tenham tido antes, de forma tão aberta. Várias mulheres ressignificaram seu relacionamento com as mães com isso e é muito emocionante. Isso torna a relação com o feminino mais fluida na própria pessoa e abre caminho para a autodescoberta e ressignificação”.

Foto: Alle Manzano Fonte: MF Press Global