The Noite recebe Alexandre Danielli nesta terça

No The Noite desta terça-feira (30), Danilo Gentili recebe Alexandre Danielli. Ex-combatente da guerra do Afeganistão, ele explica que se alistou como cidadão americano por ter um Green Card e afirma: “foram oito meses de preparação para assinar o contrato de fuzileiros navais”. A respeito de um dos motivos que o levou a essa carreira, diz: “nos Estados Unidos se você é veterano de guerra as grandes empresas dão preferência em contratar”. Sobre as exigências que enfrentou, conta: “na época eu tive que emagrecer 20Kg e investigaram toda a minha família no Brasil. Se meus pais tivessem ido presos já não poderia entrar”. Alexandre relata que se imaginava em alguma função administrativa quando se alistou, mas saiu do treinamento com outra mentalidade. “Eles fazem uma lavagem cerebral no bom sentido de que temos que defender o país. Você sai dali querendo ir pra guerra”, diz. Questionado sobre sua saída do Brasil, fala que sua intenção era aprender inglês e juntar dinheiro no início. “Primeiro fui como pedreiro, depois faxineiro, depois fui para a churrascaria”, recorda. Sobre os machucados de guerra, afirma: “quebrei costela, joelho e tenho um zunido constante no ouvido”. Assistindo algumas gravações de sua atuação na guerra, reflete: “dificilmente assisto e para mim parece uma coisa que não aconteceu, como um sonho”.

Na quarta-feira (01), o convidado é Marcos Chiesa, mais conhecido como Bola. Ele relata o motivo de sua saída do “Pânico” e fala: “fiquei 25 anos. Saí porque cansei da mesma coisa. Eu pedi. Fiquei com ‘Síndrome do Pânico’. Queria fazer outras coisas”. Atualmente com projetos no YouTube e série no Playplus, recorda o início na Jovem Pan: “morria de vergonha. Não tinha pretensão nenhuma (de ser artista), zero. Estava fazendo faculdade de biologia, era biólogo. Cheguei a concluir”. A respeito da ida do programa para a televisão, relata: “Emílio era câmera. Não tínhamos dinheiro e ele comprou com o dinheiro dele para a gente poder trabalhar. Era muito mambembe”. Relembrando a situação mais perigosa que já passou na atração, conta que foi a vez em que ficou trancado em um caixão pegando fogo: “ali achei que eu ia para o saco. Já fiz muita barbaridade, mas esse dia…”. Sobre não questionar as ‘missões’ que lhe eram dadas, afirma: “eu falava ‘vamos embora’. Vou ficar batendo boca?”. A respeito de planos futuros, completa: “temos um projetinho de fazer um programa, estamos conversando com algumas rádios, acho que vai sair. Adoro fazer rádio. Se ganhasse em rádio o que ganha na TV, nem faria TV”.

Fonte: SBT Brasil