Completando 110 anos nesse mês, o Parque Prefeito Ferraz, mais conhecido como Campo de São Bento, localizado entre as ruas Lopes Trovão, Domingues de Sá, Gavião Peixoto e a Avenida Roberto Silveira,  é hoje uma das poucas área verdes que a cidade tem, tirando a Região Oceânica. Abrigando o Colégio Estadual Joaquim Távora, o Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, a Escola Municipal Júlia Cortines e a Biblioteca Estadual Infantil Anísio Teixeira, o parque é um dos lugares favoritos para as famílias. 

No século XVII, o terreno de milhares de metros quadrados que pertencia a Antônio Maciel Tourinho, que vendeu uma parte do espaço para seu filho Francisco Borges, e uma outra à Manoel Rodrigues Raimundo. Em 1697, o Campo de São Bento trocava de dono novamente, sendo vendido aos monges do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, ganhando assim o nome de “Campo de São Bento”.  Para termos uma noção da importância histórica que a região possui, em 1824 o parque foi usado pelo imperador Dom Pedro I, para que pudesse realizar manobras militares. Durante os anos 80, ganhou os limites atuais, nessa mesma época, o parque, que começou a dar problemas porque estava sendo foco de mosquitos, foi aterrado.

Na gestão do prefeito João Pereira Ferraz, nos anos 90, iniciou-se o processo de urbanização e do projeto paisagista do parque projetado pelo belga Arséne Puttermans. 

Confira alguns depoimentos que os frequentadores nos deram sobre suas experiências:

“Eu não moro em uma área calma então é difícil vender por lá. Já aqui é especial porque é mais tranquilo. Deve ter uns três meses que eu trabalho aqui e não posso reclamar de nada.” – Kíssila Santos, vendedora ambulante, 23 anos.

“É um parque no meio de um lugar muito movimentado, com uma área verde e de recreação, onde as crianças podem brincar e se divertir. E a gente também se diverte, vendo as crianças, longe do trânsito. É bem bacana, eu gosto.” – Jorge Domingues, 52 anos.

“Trabalhar aqui, no campo, conhecer a sua história, saber que ele tem 110 anos, sempre abrigando e acolhendo pessoas é muito especial, pra mim. Com essa paisagem incrível, árvores centenárias, passarinhos e miquinhos que me fazem pensar no como é bom a gente poder vivenciar tudo isso no dia a dia. Trabalhar com essa vista aqui é verdadeiramente um privilégio.” – Maíra Carrara, professora, 44 anos.

“Minha avó já me trazia aqui quando eu era muito pequeno, ela trabalhava na feira de artesanatos e eu vinha pra cá todos os domingos. Minha infância inteira eu passei aqui. Já arrumei problema, uma vez, porque eu tinha visto um mico e tentei dar comida pra ele e levá-lo pra casa. Enfim, é uma área de preservação muito boa, muito verde. Dá até pra gente sentir a brisa aqui, em comparação à ilha de calor que são as construções ao redor de Icaraí e do centro. É um espaço muito importante.” – Yuri Vidal, Turismo, 2° período, 28 anos.

“Eu gosto do campo de São Bento porque ele é uma parte totalmente diferente da nossa cidade, totalmente ligado à família e ao encontro com os amigos, além de ser uma parte da natureza, em si. Também tem vários eventos legais e culturais, food trucks e shows. Sempre traz uma novidade, uma coisinha a mais para me fazer ir até lá.” – Laura Roboredo, Jornalismo, 1° período, 19 anos.