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Lançamento do Amazônia 1 é um dos maiores sinais de como a atitude dos humanos precisam de controle

O que mais te remete ao Brasil em seus pensamentos? As belezas naturais, a corrupção, carnaval, turismo? O nosso país ele é reconhecido globalmente por várias características que se diferem uma das outras, incluindo o descaso dos próprios brasileiros em relação ao país que serve como sua casa. Antes que você se questione, sim! Eu falei brasileiros no plural. Nas últimas semanas, o governo de São Paulo e do Rio de Janeiro adotaram uma série de novas prevenções contra o contágio do novo coronavírus, e o que não faltou foram comentários de pessoas insatisfeitas. Para muita gente, a pandemia nunca existiu. Mais de 262 mil mortes não foram o suficiente para acordar as pessoas e fazerem com que elas se importem menos com suas próprias necessidades e serem pessoas menos egoístas. Qual é a principal semelhança entre a ararajuba, a baleia franca do sul, o cervo do pantanal e o ser humano decente? Todos estão passando por uma extinção feroz. Muitas pessoas que achávamos que eram do bem e que eram humanos, hoje se revelam verdadeiros “monstros”.

Depois do avanço que promoveu o começo da recuperação dos 10 milhões de casos no Brasil, esse se tornou o principal argumento dos que criticam as medidas de segurança, e o número de mortes por várias vezes foi mascarado ou menosprezado por quem deveria combatê-los. Essa é uma característica que podemos definir do ser humano brasileiro. Demoramos pouco para perceber que algo está errado no nosso país, porém, demoramos tanto tempo para processar que se não fosse o nosso descaso, muitas das medidas agressivas de segurança das prefeituras não teriam necessidade de serem tomadas: nós pedimos o que merecemos. É basicamente essa a lógica. Quando as escolas voltaram ás aulas presenciais há algum tempo atrás, eu vi alguns pais comemorando a “folguinha” dos filhos mais do que a questão da educação mesmo. Se essa era a questão, contrate uma babá para cuidar dos seus filhos em casa. É demais pensar em como as instituições de ensino foram rebaixadas ao cargo de babá né?

Foto: Pixabay

Então, esses dois primeiros parágrafos foram apenas para dar uma introdução ao assunto principal que decidi abordar na coluna dessa semana. As minhas palavras até aqui foram apenas um extenso resumo sobre como o brasileiro pode ser irresponsável.  Eu acredito que muitos de vocês conheçam a Floresta Amazônica, afinal ela ocupa nada menos que cinco milhões e meio de quilômetros quadrados do território brasileiro. Acontece que há anos, alguns indivíduos (não posso chamar essas criaturas de pessoas, infelizmente), começaram a querer destruir a vida do planeta pelo próprio interesse financeiro. Considerado o título que a Amazônia tem como o “pulmão do planeta”, essas criaturas estão entupindo de câncer o mundo inteiro. Até algum tempo atrás, as escolas de ensino fundamental ensinavam para as crianças que a diferença do ser humano para as outras espécies de animais como os cachorrinhos, o leão e os outros da biodiversidade, era justo a forma do ser humano de raciocinar. Fico me perguntando se esse ensinamento mudou nos dias atuais? Com certeza, o seu cachorro consegue ser mais leal com os outros seres humanos do que muita gente.

A espécie humana foi tão longe que no último domingo, o programa espacial brasileiro lançou o seu primeiro satélite fabricado 100% em território nacional – o Amazônia 1. O objetivo da missão que durará dois anos não poderia ter sido outra mais relevante nesse momento. Justamente observar o desmatamento na Floresta Amazônica.

Que a corrupção no Brasil existe, isso já é evidente para todo o mundo, agora, você que vive reclamando de gastos absurdos, saiba que a sua indecência custou o preço da construção de um satélite, o que de acordo com a americana SpaceX – uma empresa especializada em proporcionar o lançamento de cargas no espaço – o lançamento de um satélite particular pode sair por cerca de U$ 6 milhões, na cotação de hoje, esse valor seria de R$ 341.466.00,00. É isso ai, vamos caminhando para trás, vamos assistindo pessoas normais se transformarem em demônios, e vamos ver quantas pessoas precisarão morrer para ser o suficiente para enxergarmos o impacto negativo que temos no mundo.

Uma reflexão que deixo para vocês: acha que os outros serem vivos se importariam tanto se os humanos entrassem em extinção? Qual razão poderíamos tirar deles?

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Sobre o autor:

Editor-Chefe | Entrevistador | + posts

Luca Rocha Moreira, mais conhecido como Luca Moreira, é um jornalista, escritor e entrevistador internacional brasileiro. Conhecido por suas entrevistas com mais de 500 personalidades em cinco países diferentes em seus primeiros três anos de carreira. É autor do livro "300 Histórias para Inspirar".