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Durante os anos de nossa vida, desde antes do nosso nascimento, estamos sempre acostumados a sermos fiscalizados em tudo que fazemos no nosso cotidiano, seja algo físico e apenas uma atividade intelectual, como o pensamento de tomar uma decisão ou o sentimento de nos apaixonarmos. Olhando de cima, parece mesmo que vivemos em um verdadeiro cercado. Quando éramos bebê tínhamos o cercadinho, e quando crescemos, temos a pressão da opinião das pessoas em nossas vidas. Pense se você já teve a impressão de que cada pessoa no mundo parece que está entrando em uma espécie de aplicativo de namoro involuntário, onde os juízes e arautos da beleza irão de julgar das formas mais frívolas possíveis. Eles na maioria das vezes não parecem querer saber se o julgado está feliz naquela situação ou se eles estão massacrando os acontecimentos da jornada dele.

Realmente parece que quando saímos da barriga das nossas mães, aquele momento é o único que não somos julgados por alguma coisa. O mundo é o maior tribunal de injustiça humana do mundo! Só pode ser essa a explicação dos acontecimentos. Existe uma situação que parece se tornar inerente á algumas pessoas que é uma das caracterizas mais parecidas em relação ao planeta em que vivem: as pessoas giram em torno do próprio eixo. Em outras palavras, do próprio ego.

No critério da educação e do desenvolvimento pessoal, é normal (e correto) que o ser humano precise se utilizar de sua individualidade para conseguir executar com sucesso a sua autodescoberta, porém, quando sua idealização de universo perfeito começa a ser doutrinada para as outras pessoas, é sinal que egocentrismo está em nível vermelho. No caso dos relacionamentos, isso não muda.

Na fase estudantil principalmente ou quando você é o filho mais velho de uma família, muitos pais querem fazer de tudo para que os filhos namorem, porém, por mais que a intenção deles seja achar que aquilo é o melhor para a vida do filho, a verdade é que chega a um ponto em que ninguém mais sabe o que é melhor para ninguém. É tão bizarro que essa situação seja forçada nos filhos, quando você olha e percebe que existem tantos adultos, homens e mulheres que já cresceram e são felizes com a própria vida. A felicidade e a maneira como se vive a vida não deveria nunca ser acondicionada á existência de um parceiro romântico, muito menos a forma correta de ser romântico. Não é porque um método funcionou com seus pais, vai garantir que funcione com você e seu parceiro, levando em conta que as percepções, gostos, intensidade de sentimentos e olhares de mundo, não são os mesmos. Está na hora das pessoas pararem de forçar a fusão de uma época com a outra: jamais uma pessoa nascida no ano 2000 terá uma conexão 100% relacionada á uma que nasceu nos anos de 1980. São 20 anos de diferença, duas décadas de histórias e bilhões de litros d’água que já se passaram naquele rio da vida.

Um adulto não pode chegar em uma criança ou adolescente e falar que ele precisa aprender a mudar sua forma de se relacionar com os outros, se nem o próprio adulto é aberto á passar por essas transformações. Chegou aos 50 anos e não precisa mais passar por mudanças em comportamento ou na vida, porém, qual é o grande mistério da vida que se realiza a cada segundo e que mesmo assim o neurônio humano parece não ser compatível para absorver: o mundo muda a cada segundo, assim como uma pessoa morre a cada segundo, uma música nova é lançada a cada dia no mundo, uma pessoa nova se conecta á internet á cada dia, e por ai vai. Finalizando, as pessoas acreditam que os outros estão tentando engana-las, porém, se esquecem de que elas mesmas se enganam. Se tratando de si próprio, faças as contas e veja quem precisa se transformar primeiro.

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Sobre o autor:

Editor-Chefe | Entrevistador | + posts

Luca Rocha Moreira, mais conhecido como Luca Moreira, é um jornalista, escritor e entrevistador internacional brasileiro. Conhecido por suas entrevistas com mais de 500 personalidades em cinco países diferentes em seus primeiros três anos de carreira. É autor do livro "300 Histórias para Inspirar".