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Esqueça a taurina, o insotitol, entre os outros milhares de elementos presentes nos energéticos industriais. Pessoas que possuem ansiedade, problemas cardíacos e com problemas de pressão sempre procuram ficar longe dele – pelo menos deveriam. O principal comprometedor dessa situação é que muitas vezes não sabemos que um desses alimentos que tem a capacidade química de “encher nossas baterias” aos 220 volts está mais presente em nosso dia a dia do que podemos imaginar. Não importa qual categoria se consuma, tanto o popular açúcar granulado o de confeiteiro ou o mascavo, costumam girar em torno de 380 a 389 calorias por apenas 100 gramas, o que para os amantes daquele bom cafezinho da tarde ou durante as manhãs da semana, você pode estar consumindo mais do que se consegue perder na esteira ergométrica.

Diferente da venda das bebidas industrializadas, que apesar de não conterem álcool em sua composição, foram proibidos por uma lei em 2015 da autoria de Rômulo Gouveia na Câmera dos Deputados, o problema na idade infantil estão em coisas que ficam acessíveis durante toda parte da vida dos pequenos – se bobear, até mesmo dos adultos. Assim, nenhum dos dois conseguem culpar um ao outro, tudo pela quantidade de balinhas que se come na copa dos escritórios e consultórios médicos, os pirulitos que são dados as crianças pequenas, e até mesmo o sorvete que as famílias tomam aos domingos. A questão se pararmos para pesquisar na maioria dos grandes veículos de mídia ou argumentos médicos, é a que costumam associar esses problemas apenas aos portadores de diabetes e outra parte se dedica a culpar a alimentação infantil, esquecendo em muitas vezes o englobamento dos hábitos alimentares de todas as fases da vida.

O susto vem de duas formas: a primeira quando contraímos alguma doença – que de acordo com o Tua Saúde (site especializado em Saúde), são uma lista de 14 doenças, sendo essas apenas as mais frequentes – e a segunda maneira seria a de olharmos para nosso corpo e perceber que nossa autoestima está baixando. Como consequência, todas essas opções quando mexem com nossos estados físicos, podem acabar gerando inúmeras reações em nossos cérebros que podem levar aos estados de depressão e inclusive fazer com que as pessoas passem enormes quantidades de tempo sem querer comer. Entre as doenças mais comum que foram listadas estão as famosas e indesejáveis cáries, obesidade, diabetes, colesterol, câncer, gastrite, problemas de pressão, prisão de ventes, trombose, e ainda mais a miopia e a diminuição de memória. Ou seja se você começar a esquecer muito as coisas, é recomendável que você cheque a quantidade de açúcar que está sendo consumido no seu dia.

Foto: Pixabay

O açúcar, como se já não fosse o suficiente prejudicial, podemos tentar compara-lo a uma viciante droga, pois se pararmos para pensar, quantas vezes já esteve com um potinho de jujubas e nunca conseguiu se segurar a tentação de voltar e pegar mais uma. De acordo com o especialista Paulo van der Velpen – chefe do serviço de saúde de Amsterdã, na Holanda, foi divulgado uma publicação no Daily Mail, que o açúcar poderia se equiparar ao vício do cigarro.

Para compararmos como seria se o açúcar fosse vendido em maços, a campanha para prevenir o vício poderia ser a maior do mundo – uma pesquisa apontou que cada pessoa em média fuma aproximadamente 20 maços de cigarro por ano, isso claro, se não contarmos os fumantes mais ativos. Mesmo, não tendo conseguido localizar essa informação, eu imagino a quantidade maior de sacas de açúcar que todos os dias entram nas listas de compras dos supermercados.

O formato ou embalagem dos docinhos não são o principal problema no consumo, se o ponto atrativo fosse a questão fofa, isso poderia estar sob um maior controle de consumo. A questão que preocupa é a quantidade imensa de calorias que estão presente em todos os alimentos que consumimos. Mas afinal: “O que é essa caloria que todo mundo fala e que perturbam para eu tomar cuidado?” – A caloria nada mais é que a medida utilizada para expressar o volume energético de cada alimento, da qual o açúcar é um dos maiores responsáveis. Não pense que devemos encara-la totalmente como uma inimiga, pois, ela também é a responsável pela nossa energia. Quando se é criança, muitas vezes ouvimos nossos pais nos motivando para comemos os alimentos que nos são servidos, mesmo que esses possam não ser sempre os mais saudáveis, e a explicação é exatamente a reposição de energia em nosso corpo para conseguimos sobreviver.

Foto: Pixabay

É possível perder calorias sem fazer nada?

Sim! Porém, não se anime tanto assim. Em média, um ser humano necessita de 2.000 a 2.500 calorias por dia para garantir a sobrevivência. O que acontece em relação ao consumo que ultrapassa diariamente essas marcas é o que se resulta na nossa gordura corporal. De acordo com uma matéria divulgada pelo Portal iG, as pessoas, tanto do sexo masculino como feminino, em estado de repouso e não praticantes de exercícios chegam a queimar apenas o “piso” do necessário para nossa sobrevivência, e mesmo assim conseguem facilmente ultrapassar infinitas vezes o consumo recomendável. As mulheres em estado de repouso gastam de 1200 a 1400 calorias por dia, já os homens entre 1800 a 2000 Kcal (sigla para kilocalorias). O método de se medir calorias em alimentos foi desenvolvido no século XIX pelo químico norte-americano Wilbur Olin Atwater, que morreu aos 63 anos em 1907.

Foto: Pixabay

Por mais chato que essa afirmação possa ser para algumas pessoas sem tanta disposição física ou vontade de se exercitar, é de que os milagres não existem, e como o corpo em repouso não consegue queimar o número de calorias consumidas, essa energia convertida posteriormente em gordura vai se acumulando. Podemos encarar essa situação como uma apologia ao uso do cartão de crédito: quanto mais se consome, mais se pagará no final do mês. O limite da conta nesse caso seria até onde sua saúde conseguisse aguentar. Existem várias formas de se cometer um suicídio, e brincar com a alimentação é uma das mais propensas, juntamente com a automutilação física, que pode ser literalmente ligada ao que fazemos com nossa saúde ao fumarmos cigarros, consumirmos drogas ilícitas ou até mesmo um índice glicêmico alto, que é uma das causas da diabetes, principal doença conectada pelo consumo de açúcar em excesso.

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*Esse artigo foi escrito baseando em uma reunião de pesquisas e artigos publicados pela mídia ou organizações especializadas através de um cuidadoso processo e conexão de informações selecionadas. Luca Moreira não é considerado um especialista na área da saúde. Esse artigo foi produzido com a funcionalidade de ampliar o alcance de informações já comprovadas e divulgadas por especialistas.

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